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A desaceleração da inflação no primeiro semestre de 2025 favorece um cenário mais estável para a economia brasileira no restante do ano, com impactos positivos no consumo e no comércio varejista, especialmente no Piauí. Entre abril e junho, o IPCA acumulado em 12 meses recuou de 5,5% para 5,4%, puxado pela queda nos preços de alimentos e bens industriais, segundo a Fecomércio Piauí.
Produtos básicos como leite, arroz, ovos, tomate e café registraram queda ou deflação, aliviando o orçamento das famílias e estimulando as vendas no varejo. O presidente em exercício da Fecomércio Piauí, Denis Cavalcante, destacou que a redução da inflação fortalece a confiança do consumidor e impulsiona setores ligados ao consumo popular, como alimentos, vestuário e produtos essenciais.
Apesar da alta nos preços monitorados, como energia elétrica, e no setor de serviços, a valorização do real contribuiu para a queda de preços em produtos importados, como eletrônicos e itens de higiene. Com isso, os bens industriais apresentaram redução de inflação de 4,1% para 3,7%.
As projeções para a inflação em 2025 foram revistas para baixo: o IPCA passou de 5,0% para 4,9%, o INPC de 4,9% para 4,7%, e o IGP-DI de 5,6% para 4,6%. Para 2026, as expectativas permanecem dentro da meta, com o IPCA previsto em 3,6% e o INPC em 3,3%.
Esse cenário mais favorável deve estimular o consumo, impulsionar o comércio e aumentar a confiança de consumidores e empresários.