29 de agosto de 2025
Brasil contesta investigação comercial dos EUA e alerta para risco
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A China manifestou disposição em reforçar a parceria estratégica com o Brasil e aprofundar a cooperação dentro do Brics diante do atual cenário internacional. A posição foi transmitida nesta quinta-feira (28) pelo ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, em conversa telefônica com o chanceler brasileiro, Mauro Vieira.

Segundo Wang, Pequim quer “fortalecer a coordenação com o Brasil e, juntamente com os países do Brics, resistir ao unilateralismo e às práticas de intimidação, salvaguardar os direitos dos países em desenvolvimento e promover a reforma do sistema de governança global”.

O chanceler chinês também elogiou a presidência rotativa do Brics exercida pelo Brasil em 2025, marcada pela cúpula realizada no Rio de Janeiro, em julho. Ele destacou ainda o empenho em aprofundar a cooperação bilateral em várias áreas e acelerar a implementação de acordos firmados entre os presidentes Xi Jinping e Luiz Inácio Lula da Silva.

Wang ressaltou a “confiança mútua e amizade sólidas” entre Xi e Lula. O líder chinês, porém, não participou da cúpula no Rio — sua primeira ausência desde que assumiu o comando do país, em 2013. A China foi representada pelo primeiro-ministro Li Qiang.

Apesar da ausência, Xi esteve no Brasil em novembro passado, quando realizou uma visita de Estado para celebrar os 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países. Na ocasião, dezenas de acordos foram assinados em Brasília, reforçando a parceria estratégica entre Pequim e Brasília.

O diálogo bilateral ocorre em meio às tensões globais provocadas pelas políticas adotadas por Donald Trump. Desde sua posse, o republicano endureceu o tom contra o Brics e aplicou tarifas de importação a todos os países fundadores do grupo — Brasil, Rússia, Índia, China e, posteriormente, África do Sul.

No início de agosto, a China já havia sinalizado apoio ao Brasil em conversas entre Wang Yi e o assessor especial da Presidência, Celso Amorim. Na ocasião, Pequim defendeu a cooperação comercial e financeira bilateral e criticou as tarifas impostas por Washington, classificadas como práticas de intimidação.

Fonte: https://agendadopoder.com.br/china-reafirma-apoio-estrategico-ao-brasil-e-ao-brics-contra-unilateralismo/