Filipe Luís é um treinador fiel às próprias convicções, e uma delas é o sistema 4-2-3-1. Após pouco mais de um ano de trabalho, o Flamengo tem identidade tão clara que a escalação raramente traz surpresas. A exceção para a final da Libertadores contra o Palmeiras, neste sábado (29), em Lima, estava na zaga: Danilo ou Léo Ortiz? A escolha recaiu sobre o veterano camisa 13, que escreveu seu nome na história ao marcar o gol da vitória por 1 x 0 e garantir o quarto título continental do clube, em um 29 de novembro inesquecível para a torcida rubro-negra.
Com passagens vitoriosas por Real Madrid, Chelsea e Atlético de Madrid, além de duas Copas do Mundo pela Seleção Brasileira, Danilo viveu a noite que coroou sua carreira. Tornou-se o primeiro jogador a vencer duas vezes a Champions League e, agora, duas vezes a Libertadores. O defensor já havia sido campeão pelo Santos em 2011, ao lado de Neymar.
Nesta temporada, Danilo já havia sido decisivo em outros momentos. Deu a assistência para o gol de Bruno Henrique no empate contra o Atlético-MG pelo Brasileirão e marcou contra o Chelsea na vitória por 3 x 1 no Mundial de Clubes. A boa fase se confirmou na final continental.
Agora, o Flamengo mira outro objetivo: pode conquistar dois títulos em cinco dias. Líder do Brasileirão com 75 pontos, depende de uma vitória sobre o Ceará, na quarta-feira (3), no Maracanã, para levantar outra taça. No mesmo horário, o Palmeiras enfrenta o Atlético-MG, mas em jogo atrasado da 34ª rodada.
Primeiro tempo tenso e de poucas chances
Sem Pedro, coube a Bruno Henrique assumir o papel de referência no ataque. O camisa 27 teve duas boas oportunidades, mas desperdiçou. Arrascaeta e Samuel Lino também chegaram com perigo, enquanto o Flamengo pressionava a saída de bola com até seis jogadores.
O Palmeiras demorou a se encaixar. Abel Ferreira armou o time no 3-1-4-2, mas sem a bola a formação se transformava em um 5-3-2. A equipe sofreu para conter a intensidade rubro-negra e só equilibrou a partida após os 20 minutos, quando adiantou as linhas e chegou com perigo em cabeçada de Vitor Roque.
O primeiro tempo terminou quente, com 17 faltas marcadas e quatro cartões amarelos, três deles para o Flamengo. O lance mais polêmico foi uma solada de Erick Pulgar em Bruno Fuchs, que gerou reclamação palmeirense, mas não revisão do VAR.
Gol em jogada aérea decide a final
As equipes voltaram sem alterações, apesar do risco para o Flamengo, que tinha Pulgar, Jorginho e Arrascaeta pendurados. O Palmeiras voltou mais agressivo, tentando aproveitar o bom momento do fim da primeira etapa. Mas uma falha de Murilo mudou o rumo da partida: aos seis minutos, Bruno Henrique recuperou a bola e acionou Arrascaeta, travado por Gustavo Gómez.
O lance reacendeu o Flamengo, que passou a rondar a área palmeirense. Aos 11, Carrascal cobrou falta, Carlos Miguel saiu mal e Jorginho quase marcou. Não demorou para o gol sair: em escanteio de Arrascaeta, Danilo subiu mais alto que a defesa e testou firme para as redes.
Atrás no placar, o Palmeiras lançou-se ao ataque, transformando o jogo em uma blitz. Vitor Roque perdeu grande chance, e a equipe ainda acertou a trave nos acréscimos. A pressão intensa, porém, não foi suficiente para superar o sistema defensivo de Filipe Luís.
*Fonte: Correio Braziliense
Fonte: https://oimparcial.com.br/brasil/2025/11/gol-de-danilo-garante-o-titulo-e-coloca-flamengo-no-topo-do-continente/
