2 de janeiro de 2026
Férias escolares: especialistas alertam para riscos de acidentes e dão
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O período de férias escolares, que se estende até fevereiro de 2026, traz um desafio comum às famílias brasileiroas sobre como entreter os filhos com segurança fora da rotina habitual. Com a supervisão direta muitas vezes reduzida ou transferida para ambientes desconhecidos, como hotéis e casas alugadas, o risco de acidentes domésticos e em áreas de lazer aumenta significativamente.

Especialistas do Hospital Santa Catarina – Paulista reforçam que a prevenção depende da adequação do ambiente e, principalmente, do exemplo dos adultos. De acordo com o pediatra e alergista Josemar Lídio de Matos, o primeiro passo ao planejar atividades é realizar uma varredura técnica no local escolhido. Se a família frequenta um parquinho novo, deve-se checar se os brinquedos estão conservados e se o piso possui materiais que absorvem impactos em caso de queda.

Em clubes ou casas de temporada, a verificação de redes de proteção em janelas e o isolamento total da área da piscina são considerados itens essenciais para evitar que os pequenos acessem áreas molhadas sem companhia.

A natureza dos riscos também deve ser medida conforme a idade da criança. Para bebês e crianças de até três anos, o perigo é majoritariamente doméstico e envolve quedas de sofás ou de camas mais altas quando a família viaja e não dispõe de um berço adequado. Além disso, traumas causados por queimaduras ao puxar panelas quentes e intoxicações por ingestão de produtos de limpeza são ocorrências frequentes que exigem armazenamento em locais altos e trancados.

Já para as crianças maiores, os mecanismos de trauma costumam ser resultado da própria energia e exposição ao risco ao utilizarem aparelhos sobre rodas, como bicicletas, skates e patins. O pediatra recomenda que o uso de equipamentos de proteção como capacetes, joelheiras e cotoveleiras seja inegociável e ocorra sempre sob a visão de um responsável. Outro alerta fundamental diz respeito ao risco de engasgos com peças pequenas de brinquedos que possam estar disponíveis em residências alugadas ou áreas de lazer coletivas.

A pediatra Patricia Rolli enfatiza que o acidente acontece em segundos e basta um instante de desatenção para que a criança fique em perigo real. No caso de praias e piscinas, a recomendação é checar sinalizações de guarda-vidas e nunca permitir o acesso à água sem supervisão. Uma estratégia visual eficiente sugerida pela médica é o uso de roupas de cores vibrantes e chamativas nos pequenos. Tons pastéis costumam se confundir com a areia ou a água, enquanto cores fortes facilitam o monitoramento à distância em locais com grandes aglomerações.

Para os mais velhos, o diálogo é a ferramenta principal de segurança. Os pais devem explicar como proceder caso se percam, orientando-os a procurar adultos confiáveis e memorizar números de emergência. Ao estabelecer pontos de referência claros e demonstrar, por meio do exemplo, o respeito às regras de lazer e trânsito, os adultos ajudam a criar uma rotina em que a criança reproduz comportamentos seguros naturalmente, garantindo que o período de descanso seja aproveitado sem intercorrências graves.

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Fonte: https://oimparcial.com.br/noticias/2026/01/ferias-escolares-especialistas-alertam-para-riscos-de-acidentes-e-dao-dicas-de-seguranca/