10 de janeiro de 2026
Mercado reduz projeção de inflação para 2025 pela 11ª semana
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o termômetro oficial da inflação no Brasil, encerrou o ano de 2025 com uma variação acumulada de 4,26%. O resultado marca o quinto menor índice desde a criação do Plano Real, ficando dentro do intervalo de tolerância estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), cujo teto é de 4,5%. Apesar de estar acima do centro da meta (3%), a taxa representa um alívio em comparação a anos recentes de alta volatilidade.

De acordo com o IBGE, o grande destaque positivo veio do prato do brasileiro. O grupo Alimentação e Bebidas desacelerou fortemente, passando de uma alta de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025. Alimentos básicos como o arroz (-26,56%) e o feijão preto (-32,38%) lideraram as quedas, devolvendo parte dos aumentos anteriores. As carnes, que foram as grandes vilãs da inflação no ano anterior, mostraram estabilidade, subindo apenas 1,22%.

O peso dos serviços e da energia

Se o supermercado deu trégua, os custos com serviços e contas residenciais pressionaram o orçamento. A inflação de serviços saltou para 6,01%, impulsionada pelo aumento da renda e pelo pleno emprego. O transporte por aplicativo foi o item com a alta mais expressiva (+56,08%), seguido por gastos com lazer e cuidados pessoais.

No grupo dos preços monitorados, a energia elétrica foi o fator isolado de maior impacto. Após um 2024 de queda, a conta de luz subiu 12,31%, respondendo por mais de 11% de toda a inflação do ano. Itens como aluguel residencial e alimentação fora de casa também acompanharam a tendência de alta, refletindo o aquecimento da atividade econômica e do mercado de trabalho.

Perspectivas para 2026 e Taxa Selic

Com o fechamento dos dados de 2025, o foco do mercado financeiro volta-se para o Comitê de Política Monetária (Copom). Existe uma divisão entre analistas: enquanto uma ala acredita que o Banco Central pode iniciar o corte da taxa Selic já no final de janeiro, a maioria projeta que a redução dos juros ocorrerá apenas a partir de março.

A expectativa para o IPCA de 2026, segundo o Boletim Focus, é de uma nova desaceleração, convergindo para a casa dos 4,06%. O cenário sugere uma normalização gradual dos preços, embora o setor de serviços continue sendo monitorado de perto devido à pressão salarial ascendente.

Fonte: https://oimparcial.com.br/noticias/2026/01/inflacao-de-2025-fecha-em-426-e-atinge-menor-patamar-desde-2018/