Mais de 600 pessoas seguem mobilizadas em uma das maiores operações de busca já realizadas no interior do Maranhão. Em Bacabal, o desaparecimento das crianças Ágata Isabelle, de 5 anos, e Allan Michael, de 4, transformou a rotina do município em um cenário de apreensão, fé e resistência coletiva.
O drama, que envolve agentes de segurança, militares e voluntários, já sensibiliza todo o Brasil. Nas redes sociais, correntes de orações e mensagens de positividade se espalham como forma de manter viva a esperança de que as crianças sejam encontradas com vida. Nesta segunda-feira (12), o caso entra no nono dia de buscas e investigações.
A força-tarefa reúne policiais civis e militares, bombeiros, agentes ambientais, servidores municipais e moradores da região. Desde a última sexta-feira (9), o trabalho ganhou reforço estratégico com a chegada do Exército Brasileiro e do Batalhão Ambiental da Polícia Militar, ampliando a capacidade operacional em uma área considerada extremamente hostil, especialmente para crianças tão pequenas.
Vale ressaltar que, desde sábado (10), 26 militares do Batalhão de Infantaria de Selva do Exército, vindos de São Luís, passaram a atuar diretamente nas buscas, ao lado de 15 policiais do Batalhão Ambiental. As equipes trouxeram equipamentos específicos para varredura em mata fechada, fundamentais para avançar em regiões de difícil acesso e com pouca visibilidade. A presença dos militares elevou o nível da operação, que agora atua de forma integrada entre forças estaduais, municipais e federais, além da participação ativa da comunidade local.
Com o objetivo de ampliar o fluxo de informações e acelerar as investigações, a Prefeitura de Bacabal anunciou uma recompensa de R$ 20 mil para quem apresentar pistas concretas sobre o paradeiro das crianças. A iniciativa busca estimular denúncias e colaborações, inclusive de pessoas que possam ter visto qualquer movimentação suspeita na região nos últimos dias.
A área onde Ágata e Allan desapareceram é considerada de alto risco. O perímetro de buscas, com aproximadamente 15 km², está situado entre o Quilombo de São Sebastião dos Pretos e o povoado Santa Rosa, na zona rural de Bacabal. Trata-se de uma região de mata densa, com terreno irregular, poucas trilhas conhecidas e vegetação variada.
Não há energia elétrica, o que dificulta as operações noturnas e amplia a sensação de isolamento. Além disso, há relatos da presença de armadilhas instaladas por caçadores, prática comum na região, o que aumenta significativamente o perigo, sobretudo para crianças desorientadas, vulneráveis à fome, à sede, a animais silvestres e às condições climáticas adversas.
Fonte: https://oimparcial.com.br/noticias/2026/01/mais-de-600-pessoas-participam-das-buscas-por-criancas-desaparecidas-em-bacabal/
