No final da tarde desta terça-feira (13), um grupo de motociclistas interditou as proximidades da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). A classe se manifestou contra o constante perigo que os atinge, expresso na morte de Eryk Ryan, jovem assassinado enquanto trabalhava fazendo sua primeira entrega para uma pizzaria da Cidade Olímpica.
Pneus em chamas exalando fumaça, rua bloqueada, e buzinas ensurdecedoras; esse é o cenário que compõe o fim de tarde do bairro São Cristóvão, onde se localiza a UEMA. A revolta marca a indignação equivalente aos três dias passados da morte de Eryk Ryan Rego Sousa, que aconteceu no último domingo (11), quando o jovem trabalhava de motoboy. De acordo com informações repassadas pela polícia, o jovem não conseguiu finalizar a entrega. Ela tinha como destino a rua 17, do bairro Cidade Olímpica, na avenida Colômbia. Investigações apontam que a morte teria sido determinada por integrantes de uma facção criminosa, após a vítima ser confundida com um suposto rival.
Hoje, a categoria responde à tamanha brutalidade com aquele incômodo urbano que convoca São Luís à reflexão e ação.
“Isso aí, não é bagunça, não, rapaziada. Isso aí, é porque a gente sai de casa pra ‘trampar’ [trabalhar] e não sabe se vai voltar. Entendeu? É ‘nóis’ que faz a cidade andar. Tá ligado?”, expressou um dos manifestantes em vídeo.
O clamor por justiça sustentou o pequenos grupo de manifestantes que busca por nada mais, nada menos que um direito: segurança.
Fonte: https://oimparcial.com.br/noticias/2026/01/revolta-motoboys-interditam-proximidades-da-uema-reclamando-direito-a-maior-seguranca/
