As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde o dia 4 de janeiro no povoado São Sebastião dos Pretos, zona rural de Bacabal, avançaram para uma nova etapa, marcada pelo reforço de equipes especializadas e pela ampliação das frentes de trabalho em áreas de difícil acesso.
A operação passou a contar com bombeiros e cães farejadores dos estados do Pará e do Ceará, somando esforços às equipes já mobilizadas no Maranhão. O reforço interestadual amplia a capacidade de varredura em uma área estimada em 54 quilômetros quadrados, onde mais de 60% do território já foi inspecionado.
Além do apoio dos estados vizinhos, o trabalho ganhou um componente estratégico com a atuação direta do 24º Batalhão de Infantaria de Selva (24º BIS), do Exército Brasileiro. Desde a última sexta-feira, militares especializados em rastreamento em ambiente de selva operam na região, empregando a técnica conhecida como “caracol”, método que prioriza a saturação sistemática do terreno para evitar lacunas na busca.
Segundo o Exército, a atuação ocorre de forma integrada com forças de segurança, Defesa Civil e voluntários locais, combinando georreferenciamento, drones com tecnologia termal e apoio aéreo do Centro Tático Aéreo (CTA). A estratégia busca otimizar o tempo e aumentar as chances de localização das crianças, especialmente em áreas de mata fechada e terrenos alagadiços.
Outra frente considerada sensível envolve as buscas subaquáticas. Mergulhadores do Corpo de Bombeiros iniciaram um pente-fino em um lago localizado a cerca de dois quilômetros do povoado onde os irmãos foram vistos pela última vez. O trabalho, que deve se estender por mais alguns dias, segue protocolos rigorosos para garantir que nenhum ponto deixe de ser verificado.
O caso mobiliza moradores da região e mantém a cidade de Bacabal em estado de apreensão. O desaparecimento ganhou ainda mais repercussão após o primo das crianças, Anderson Kauan, de 8 anos, ter sido encontrado com vida no dia 7, em uma área próxima ao povoado Santa Rosa. O menino recebeu atendimento médico e acompanhamento psicológico, e exames descartaram a hipótese de abuso sexual.
Para além dos números e reforços anunciados, a atual fase das buscas evidencia uma integração inédita entre forças locais, interestaduais e federais, refletindo a complexidade do caso e o impacto humano que ele provoca em comunidades rurais historicamente marcadas por limitações de acesso e infraestrutura.
Enquanto as operações seguem, familiares e moradores aguardam respostas, em uma mobilização que já ultrapassa os limites de Bacabal e se tornou uma das maiores ações de busca recentes no interior do Maranhão.
Fonte: https://oimparcial.com.br/noticias/2026/01/buscas-por-irmaos-em-bacabal-chegam-ao-12o-dia-com-novas-frentes/
