23 de janeiro de 2026
Will Bank e Master ‘quebraram’. Como saber se um banco
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Economizar e investir dinheiro são ações que requerem muita disciplina, mas de nada adiantam se a instituição financeira escolhida coloca em risco suas economias. Mas como saber se um banco é seguro antes que ele seja liquidado e o impeça de resgatar seu dinheiro?

Após a quebra do Will Bank neste mês e do Banco Master no final do ano passado, muitas dúvidas ficaram no ar. Por isso, o Olhar Digital apurou as informações para trazer as melhores dicas para você. Confira a matéria a seguir.

5 dicas para saber se o seu banco é seguro

Verifique se a empresa realmente é um banco

Créditos da imagem: Diego Thomazini/Beto Chagas/Shutterstock

Essa dica pode parecer óbvia, mas não é, viu? Há muitas denominações no mercado e, na prática, isso afeta diretamente a segurança do seu dinheiro, pois algumas não são cobertas pelo famoso Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ou seja, se você colocar dinheiro num lugar que não é um banco, há uma chance significativa que você não volte a vê-lo caso a instituição quebre.

Primeiro, é importante trazer alguns conceitos. Veja abaixo:

  • Instituição Financeira: é um termo guarda-chuva que engloba diferentes empresas voltadas para o setor financeiro, sejam bancos ou não. Exemplos: bancos tradicionais e digitais, cooperativas de crédito, corretoras, etc.
  • Banco: instituição reconhecida pelo Banco Central, tem autorização para obter o nome ‘banco’, e oferece serviços clássicos (receber dinheiro, realizar transferências, oferecer empréstimos e financiamento, ofertas de câmbio, realizar investimentos). Possui garantia do FGC. Exemplos: Itaú, Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Santander, Banco Inter, BTG, Banco Votorantim, Safra, etc.
  • Instituição de Pagamento: é a instituição financeira, autorizada pelo Banco Central, a oferecer contas de pagamento, mas que não são bancos e não são cobertas pelo FGC. Exemplos: AmeDigital, Pagbank, 99Pay, Mercado Pago, Recarga Pay, PayPal, Mercado Bitcoin, etc.
  • Conta de Pagamento ou Carteira de Pagamento: é uma conta, dentro de uma Instituição de Pagamento, que tem autorização do Banco Central para que clientes movimentem dinheiro e façam pagamentos. A empresa é obrigada a separar o dinheiro dos clientes do patrimônio da companhia, o que reduz o risco, mas não oferece garantia. Elas não têm FGC.

*Os bancos utilizados como exemplo em cada uma das categorias estão conforme a lista oficial cedida pelo Banco Central e atualizada pela última vez em dezembro de 2025. Neste link, você pode conferir as instituições cobertas pelo FGC.

Então, para verificar se a instituição escolhida realmente é um banco, basta acessar a sessão “bancos comerciais” aqui.

Analise se o banco possui alguma cobertura do FGC

Banco Central alerta para golpes
Banco Central alerta para golpes / Crédito: Blossom Stock Studio (shutterstock/reprodução)

Verdade seja dita, o banco inteiro não é coberto pelo FGC. E sim, isso é possível. Por isso, ao invés de deixar o dinheiro ‘dando sopa’ na conta-corrente, o ideal é verificar quais produtos do setor de investimentos estão seguros pelo FGC.

Isso porque nem todos os investimentos oferecidos estão seguros, entendeu? Mas os que estão possuem uma descrição gráfica (está escrito que é protegido) e visual (aparece a sigla do FGC). Desta forma, é ideal escolher um investimento adequado ao seu perfil, procurar se ele está protegido pelo FGC, e investir (só para o dinheiro não ficar parado na conta-corrente e ainda ter uma segurança maior).

Caso a instituição escolhida não tenha opções de investimentos protegidas pelo FGC, isso já é um sinal de alerta.

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Desconfie de rendimentos altos demais

Cartão de crédito, pagamento
Imagem: Teerasak Ladnongkhun/Shutterstock

Via de regra, bancos e instituições de pagamentos que estão prestes a serem liquidados oferecem uma rentabilidade fora do comum. Promessas como render 150% ou 200% do CDI ou uma taxa de juros anual de 30% ou 40%.

Quando isso ocorre, é bom ficar de olho, pois há a possibilidade de a empresa ter entrado num esquema de captação: ela está quebrando, não tem dinheiro para pagar a dívida, e precisa angariar o máximo de grana possível dos clientes; e a estratégia para fazer isso é anunciar altas taxas de juros e rendimentos para que você deposite o seu dinheiro.

Isto porque, uma vez que o Banco Central liquida a empresa, você fica incapacitado de sacar sua grana; neste caso, precisaria se cadastrar no Banco Central e enfrentar uma longa burocracia para reaver o dinheiro (se conseguir reaver tudo).

Portanto, sempre que a esmola for muito grande, desconfie.

Estude a trajetória do banco

(Imagem: Alf Ribeiro/Shutterstock)

Nem todos os bancos grandes começaram tão grandes assim, porém, nem todo banco ou instituição financeira é seguro. Por isso, esta dica consiste no seguinte: analisar a história do banco.

Todas as empresas têm problemas, mas qual delas efetivamente consegue resolvê-los e expôs publicamente esta eficiência? Sites como o Reclame Aqui são interessantes para avaliar a opinião pública de uma empresa e analisar o quão bem conseguem resolver um problema.

Além disso, não se deixe cair no ‘canto de sereia’ de instituições novas: veja qual empresa está por trás do banco/instituição, se esta empresa está quebrando ou não, seu histórico de faturamento e prejuízos, avaliações online de clientes e funcionários, e mais. Afinal, não dá para confiar seu dinheiro em que não se conhece, certo?

Caso a empresa seja relativamente nova em tudo (no país, em sites de reclamações, em histórico de dívidas e faturamento), o ideal é esperar antes de enviar seu dinheiro para ela, mesmo que haja uma promessa de altíssima rentabilidade.

Estude o seu contrato de cabo a rabo

Eu sei que é chato sentar na cadeira e ler um texto enorme antes de assiná-lo, mas isso é interessante para descobrir o quanto a instituição financeira vai cobrar de você no futuro.

Já ouviu falar de juros abusivos? São taxas que estão acima daquelas consideradas adequadas pelo Banco Central, e elas podem acometer seu CPF durante atrasos, como: no pagamento de faturas do cartão de crédito, empréstimo, financiamento, e de anuidade das cestas de serviços.

Alguns bancos têm juros tão grandes que podem transformar uma dívida de R$ 2 mil em R$ 20 mil (ou mais) em poucas semanas. E considerando que imprevistos acontecem (como ser assaltado, hackeado, ou perder o emprego), é essencial verificar se o banco cobrará muito de você.

Por isso, antes de se colocar na posição de ter uma dívida com um banco, analise seu contrato para verificar as expectativas de juros e multas que serão cobradas. Caso fique claro que haverá taxas abusivas, isso coloca em cheque a confiabilidade no banco.

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Fonte: https://olhardigital.com.br/2026/01/23/dicas-e-tutoriais/will-bank-e-master-quebraram-como-saber-se-um-banco-e-seguro/