A série Stranger Things conquistou o público com seu mistério sobrenatural, mas a ciência por trás do assustador Mundo Invertido possui raízes muito mais profundas na realidade do que muitos imaginam.
A ciência por trás das dimensões paralelas
De acordo com um artigo da Popular Science, o conceito de mundos coexistentes não é apenas um recurso de roteiro, mas uma hipótese fundamentada na física teórica moderna.
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A Teoria das CordasSugere que o universo possui dimensões extras além das três que percebemos no dia a dia.
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Mecânica QuânticaPropõe que partículas podem existir em vários estados simultaneamente, indicando realidades sobrepostas.
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O Portal TeóricoBuracos de minhoca poderiam, em tese, conectar esses planos distintos, embora exijam energia colossal.
A interpretação de muitos mundos da mecânica quântica
Uma das explicações mais fascinantes para a existência de um “outro lado” vem da Interpretação de Muitos Mundos, proposta por Hugh Everett III na década de 1950. Diferente da ficção, onde o Mundo Invertido é uma versão em decomposição da nossa realidade, na física quântica, cada decisão ou evento subatômico cria uma nova ramificação do universo.
Para entender como isso se aplica à ciência real, considere os seguintes pontos fundamentais:
- As ramificações ocorrem constantemente em nível quântico.
- Não há uma “cópia sombria”, mas sim infinitas variações da realidade.
- A barreira entre esses mundos é, teoricamente, intransponível para seres humanos.
Comparação entre a ficção e a teoria das cordas
Embora Stranger Things use licença poética para criar seus monstros, a estrutura dimensional da série dialoga com a Teoria das Cordas. Essa vertente da física busca unificar todas as forças da natureza, sugerindo que vivemos em uma “membrana” tridimensional dentro de um espaço com muito mais dimensões.

O desafio de atravessar para o outro lado
Na trama de Hawkins, Eleven consegue abrir uma fenda usando sua mente, mas na física real, o custo energético para tal feito seria astronômico. Pesquisadores discutem se seria possível detectar essas dimensões extras através de colisores de partículas, buscando por pequenas anomalias que indicariam que a matéria ou a energia “escapou” para uma dimensão adjacente.
Ainda que não tenhamos encontrado um Demogorgon, a ciência continua explorando o desconhecido com a mesma curiosidade dos protagonistas da série. A ideia de que não estamos sozinhos no tecido do espaço-tempo permanece como um dos maiores e mais excitantes enigmas da humanidade.
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