23 de janeiro de 2026
Brasil e China reforçam parceria estratégica, defendem ONU e ampliam
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, conversaram por telefone na noite desta quinta-feira (22) sobre o fortalecimento das relações bilaterais, o cenário internacional e medidas para ampliar o intercâmbio entre os dois países. Durante o diálogo, Xi afirmou que a China apoia o Brasil, maior economia da América Latina, e defendeu a atuação conjunta em favor do Sul Global e do papel central das Nações Unidas.

A conversa foi divulgada na madrugada desta sexta-feira (23) pela agência estatal chinesa Xinhua e ocorreu dias após Lula criticar, em artigo publicado no New York Times, o ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Segundo a Xinhua, Xi ressaltou a necessidade de Brasil e China salvaguardarem interesses comuns e fortalecerem a ONU diante da “situação internacional turbulenta”.

As declarações ocorrem em um contexto de tensão regional, semanas depois de o governo norte-americano anunciar a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro para julgamento nos Estados Unidos, por acusações relacionadas ao tráfico de drogas, o que agravou a incerteza política em Caracas.

Durante o telefonema, Lula informou a Xi que o Brasil concederá isenção de visto para algumas categorias de viagens de curta duração a cidadãos chineses, em regime de reciprocidade. Desde 1º de junho de 2025, brasileiros já estão isentos de visto para entrar na China, política que foi prorrogada até 31 de dezembro de 2026.

Em nota divulgada pelo Palácio do Planalto nesta sexta-feira (23), o governo brasileiro explicou que a decisão está inserida no esforço de ampliação da cooperação em áreas da “fronteira do conhecimento”. A política chinesa de isenção inclui, além do Brasil, outros países sul-americanos como Argentina, Chile, Peru e Uruguai, integrando um grupo de 45 nações beneficiadas pela medida unilateral.

O objetivo da iniciativa é facilitar o intercâmbio de pessoas, especialmente para negócios, turismo, visitas familiares, intercâmbios e trânsito. Portadores de passaportes comuns desses países podem permanecer na China por até 30 dias sem visto. Desde 2024, a maioria dos países europeus, além de Japão e Coreia do Sul, também passou a integrar essa política.

Telefonema

De acordo com o Planalto, a conversa durou cerca de 45 minutos e abordou o adensamento das relações bilaterais desde a visita de Xi Jinping ao Brasil, em novembro de 2024, quando foi lançada a Comunidade de Futuro Compartilhado Brasil-China por um Mundo mais Justo e um Planeta mais Sustentável, iniciativa que elevou o nível da parceria estratégica entre os países.

“A esse respeito, destacaram as sinergias entre os respectivos projetos nacionais de desenvolvimento, em especial nas áreas de infraestrutura, transição ecológica e tecnologia”, informou a Presidência da República.

No plano internacional, Lula destacou que Brasil e China exercem “papel central na defesa do multilateralismo, do direito internacional e do livre comércio”. Segundo a nota, ambos reafirmaram o compromisso com o fortalecimento das Nações Unidas como caminho para a promoção da paz e da estabilidade global.

A Xinhua acrescentou que Xi Jinping afirmou que a China está comprometida em ser “uma boa amiga e parceira” da América Latina e do Caribe, defendendo o avanço da comunidade China–ALC com um futuro compartilhado.

*Fonte: Agência Brasil

Fonte: https://oimparcial.com.br/noticias/2026/01/brasil-e-china-reforcam-parceria-estrategica-defendem-onu-e-ampliam-isencao-de-vistos/