26 de janeiro de 2026
Importações de fertilizantes batem recorde no Brasil e reforçam desempenho
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As importações brasileiras de fertilizantes somaram 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o volume de 44,28 milhões de toneladas registrado em 2024 e alcançando o maior patamar da série histórica. Os dados constam no Boletim Logístico Ano IX – janeiro/2026, divulgado nesta sexta-feira (23) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O resultado reflete um ambiente favorável para a agricultura nacional, indicando maior confiança dos produtores na expansão da área plantada e no aumento da produtividade das lavouras. Ao longo de 2025, o ritmo de compras de insumos já sinalizava otimismo em relação ao desempenho da safra. Mato Grosso, Paraná e São Paulo concentraram o maior consumo de fertilizantes, mantendo-se como polos estratégicos da produção agrícola brasileira.

A movimentação registrada nos principais portos do país confirma a solidez da cadeia de suprimento de insumos. Somados os volumes descarregados nos portos de Paranaguá (PR), Santos (SP) e do Arco Norte, o total importado chegou a 45,50 milhões de toneladas em 2025, frente a 44,28 milhões no ano anterior, um crescimento de 1,22 milhão de toneladas, equivalente a 2,68%.

O Porto de Paranaguá (PR) permaneceu como o principal ponto de entrada de fertilizantes importados, com 10,89 milhões de toneladas internalizadas, número próximo ao de 2024, quando foram registradas 11,04 milhões de toneladas. Já os portos do Arco Norte apresentaram avanço, movimentando 8,27 milhões de toneladas em 2025, acima das 7,5 milhões do ano anterior, evidenciando o fortalecimento da logística na região. Em contrapartida, o Porto de Santos (SP) recebeu 8,42 milhões de toneladas, volume inferior às 8,88 milhões de toneladas de 2024.

Exportações

Em 2025, o Brasil também ampliou os embarques de milho, soja e farelo de soja, com crescimento dos volumes exportados e ajustes positivos na logística portuária. Destacaram-se os portos de Paranaguá e do Arco Norte, além do protagonismo dos estados de Mato Grosso, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul como principais origens das cargas. As exportações das três commodities totalizaram 172,3 milhões de toneladas, alta de 6,21% em relação a 2024, quando o volume foi de 161,6 milhões de toneladas.

As exportações de milho em grãos em 2025 atingiram 40,9 milhões de toneladas, acima das 39,7 milhões do ano anterior. O Arco Norte respondeu por 39,3% do escoamento, enquanto o Porto de Santos concentrou 35,8% dos embarques. Paranaguá ampliou significativamente sua participação, alcançando 12,3%, ante 3,1% em 2024. Mato Grosso, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul lideraram as vendas externas.

No caso da soja em grãos, as exportações acumuladas até dezembro de 2025 somaram 108,1 milhões de toneladas, superando as 98,8 milhões de toneladas do mesmo período de 2024. O Arco Norte concentrou 36,2% dos embarques, seguido pelo Porto de Santos, com 32%. Mato Grosso, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul foram os principais estados de origem da commodity.

Já as exportações de farelo de soja totalizaram 23,3 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro de 2025, levemente acima das 23,1 milhões de toneladas do ano anterior. O Porto de Santos liderou o escoamento, com 43,2% do total, seguido por Paranaguá e pelo Porto do Rio Grande. Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás se destacaram como principais exportadores.

Mercado de fretes

O mercado de fretes rodoviários apresentou comportamento variado em dezembro, mas com predominância de estabilidade nas cotações. A menor movimentação de grãos no fim do ano e a maior oferta de caminhões contribuíram para conter oscilações mais intensas, apesar de ajustes pontuais conforme a demanda e os custos operacionais.

Na Bahia e no Maranhão, os preços permaneceram estáveis, enquanto no Distrito Federal houve elevação entre 1% e 4%, influenciada principalmente pelo custo do diesel. Em Goiás e Mato Grosso do Sul, a maior movimentação de milho e soja sustentou o mercado. Em Mato Grosso, os fretes seguiram em patamar elevado, impulsionados por estoques altos e expectativa de safra recorde. Já no Piauí, a retração da demanda resultou em queda média superior a 9%.

Para o início de 2026, a Conab projeta manutenção do equilíbrio no curto prazo, com tendência de aquecimento gradual do mercado de fretes a partir de janeiro e maior pressão de alta em fevereiro, acompanhando o avanço da colheita da soja e o aumento da demanda por transporte.

O Boletim Logístico da Conab é publicado mensalmente e reúne informações de dez estados produtores, com análises sobre logística do setor agropecuário, desempenho das exportações, movimentação de cargas, principais rotas de escoamento da safra e dados sobre importação de fertilizantes. A edição completa referente a dezembro de 2025 está disponível no site da Companhia.

*Fonte: GOV

Fonte: https://oimparcial.com.br/noticias/2026/01/importacoes-de-fertilizantes-batem-recorde-no-brasil-e-reforcam-desempenho-do-agronegocio/