O Google aceitou pagar US$ 68 milhões (aproximadamente R$ 359 milhões) para encerrar uma disputa judicial sobre a privacidade de seus usuários. O processo alegava que o Google Assistente ouvia e gravava conversas particulares sem permissão. E usava esses áudios para calibrar propagandas direcionadas nos celulares.
O acordo foi entregue a um tribunal na Califórnia, nos Estados Unidos, e ainda precisa da aprovação final de uma juíza. O problema central são as “falsas aceitações”, que ocorrem quando o aparelho entende errado um som e ativa o microfone achando que o usuário disse comandos como “Ok Google”.
Google nega ter espionado usuários, mas paga valor milionário para encerrar o caso
A acusação dizia que a empresa capturava conversas confidenciais de propósito e as passava para outras empresas sem o dono do celular saber. Essas gravações serviriam para descobrir do que a pessoa gosta e, assim, vender anúncios personalizados. O pagamento deve beneficiar quem comprou aparelhos da marca ou teve o microfone ativado erroneamente desde maio de 2016.
Mesmo pagando a multa, a Google não admitiu culpa. A empresa disse que não fez nada de errado e explicou que aceitou o acordo apenas para evitar gastos altos e a demora de um julgamento na Justiça. Para você ter ideia: do valor total, cerca de US$ 22,7 milhões (R$ 120 milhões) vão para os advogados que cuidaram do caso.
Situações assim têm se tornado comuns entre as grandes empresas de tecnologia. A Apple, por exemplo, pagou US$ 95 milhões (R$ 501 milhões) recentemente por uma queixa parecida em relação à Siri. Além disso, em 2025, o Google pagou US$ 1,4 bilhão (R$ 7,4 bilhões) ao Texas para encerrar outras brigas sobre o uso de dados privados.
(Essa matéria usou informações de BBC, The Guardian e Reuters.)
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