A greve dos trabalhadores da empresa de transporte coletivo Expresso Rei de França (1001) chegou nesta terça-feira (27) ao seu 4º dia. No sábado (24), os motoristas e cobradores cruzaram os braços, reivindicando o reajuste e pagamento de salários, décimo terceiro, tíquete-alimentação e férias. A greve afeta usuários de cerca de 15 bairros, que dependem do transporte público para se deslocar diariamente na cidade.
Nas primeiras horas dessa segunda-feira, uma parte dos ônibus chegou a voltar a circular, mas foram rapidamente recolhidos para a garagem. Agora, a frota da 1001 encontra-se totalmente paralisada.
Veja os bairros afetados:
1. Ribeira
2. Viola Kiola
3. Vila Itamar
4. Tibiri
5. Cohatrac
6. Parque Jair
7. Parque Vitória
8. Alto do Turu
9. Vila Lobão
10. Vila Isabel Cafeteira
11. Vila Esperança
12. Pedra Caída
13. Recanto Verde
14. Forquilha
15. Ipem Turu
A empresa, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre a regularização dos pagamentos dos funcionários nem sobre quando os ônibus voltarão a circular. Esta é a 3ª paralisação nos serviços da Empresa 1001 em menos de três meses.
Segundo a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), que acompanha a paralisação dos rodoviários, o subsídio estadual está sendo pago regularmente, dentro dos prazos estabelecidos.
Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) afirmou que não foi oficialmente notificado a respeito da paralisação e que irá interceder no impasse:
A direção do SET intercederá e mediará o conflito, reforçando seu compromisso com o diálogo e com a continuidade do serviço de transporte à população.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) informa que não foi comunicado oficialmente sobre a decisão de paralisação dos trabalhadores da empresa 1001, ocorrida na manhã deste sábado, dia 24.
A ausência de tal comunicado, pelo STTREMA, por si só, já torna o movimento ilegal e abusivo.
O Município de São Luís, ao ter pago o subsídio somente agora, viola o acordo homologado na Justiça do Trabalho, no qual o vencimento foi pactuado para o 4º dia útil.
Ao ter aplicado descontos ao subsídio, o ente municipal agride novamente decisões judiciais que os vedam, dificultando a pontualidade de obrigações trabalhistas pelas empresas.
Fonte: https://oimparcial.com.br/noticias/2026/01/rodoviarios-da-empresa-1001-estao-ha-4-dias-em-greve-por-reajuste-salarial/
