Nesta quarta-feira (28), será realizada uma ação educativa de combate ao trabalho escravo contemporâneo, a partir das 9h30, no Terminal de Passageiros da Ponta da Espera, com distribuição de panfletos informativos para conscientizar a população sobre os sinais dessa violação de direitos humanos e estimular as denúncias.
A atividade é realizada pelo Governo do Maranhão, sob a coordenação da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), por meio da Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo do Maranhão (COETRAE/MA), que atua na execução de políticas públicas de atendimento pós resgate e reinserção socioeconômica do trabalhador.
“Embora muitos acreditem que a escravidão seja uma prática do passado, ela ainda persiste de forma contemporânea, marcada por condições degradantes de trabalho, jornadas exaustivas, servidão por dívida, trabalho forçado e restrição de liberdade, sendo alimentada por desigualdades sociais históricas e pelo racismo estrutural. Esse momento de panfletagem, é também uma oportunidade de dialogar com os trabalhadores e com a população em geral, tirar dúvidas e orientar sobre como denunciar esse crime”, explicou a secretária de estado dos Direitos Humanos e Participação Popular, Lília Raquel de Negreiros.
Ao longo dos anos, o Maranhão vem se consolidando como referência nacional nas políticas públicas de enfrentamento ao trabalho escravo, ampliando ações de conscientização, capacitação de profissionais da rede de atendimento às vítimas, monitoramento de casos, sistematização de dados e busca ativa de trabalhadores e trabalhadoras resgatados.
Entre os avanços, destaca-se o Sistema Integra 2.0, ferramenta de pesquisa e construção coletiva de dados que permite registrar informações sobre trabalhadores resgatados e monitorar as ações das políticas públicas de erradicação do trabalho escravo. A plataforma serviu de referência para a uma pesquisa sobre o tema conduzida pela Universidade de Stanford, por meio do Stanford Human Trafficking Data Lab, contribuindo para o fortalecimento da rede de enfrentamento e para a prevenção desse tipo de exploração do trabalhador.
Em 2025, o Estado também avançou com a execução do projeto “Escravo, nem pensar!”, realizado pela COETRAE/MA em parceria com a ONG Repórter Brasil, promovendo formações para profissionais que atuam na linha de frente, como policiais, assistentes sociais e educadores, com foco na identificação de situações de exploração e na aplicação do Fluxo Nacional de Atendimento às Vítimas.
O secretário adjunto dos Direitos Humanos da Sedihpop, Eudes Bezerra, reforça que a informação é uma ferramenta essencial no combate ao trabalho escravo. “Levar informação à população é fundamental para romper o ciclo da exploração. Quando as pessoas reconhecem os sinais do trabalho escravo, elas se tornam aliadas na proteção da dignidade humana e no fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento a essa grave violação de direitos”, destacou.
As denúncias de trabalho escravo podem ser feitas pelo Disque 100, serviço nacional, gratuito e disponível 24 horas por dia, ou pela Ouvidoria dos Direitos Humanos, Igualdade Racial e Juventude, pelo número (98) 99104-4558, com garantia de anonimato.
SERVIÇO
O quê: ação educativa de combate ao trabalho escravo contemporâneo.
Quando: quarta-feira (28), às 9h30.
Onde: Terminal de Passageiros da Ponta da Espera.
Porta-voz: Eudes Bezerra, secretário adjunto dos Direitos Humanos.
Fonte: https://oimparcial.com.br/noticias/2026/01/terminal-da-ponta-da-espera-recebe-acao-de-combate-ao-trabalho-escravo/
