A Microsoft divulgou nesta quarta-feira (28) os resultados do seu segundo trimestre fiscal, encerrado em 31 de dezembro, e apresentou números acima das estimativas de mercado tanto em receita quanto em lucro por ação. Mesmo assim, as ações da companhia recuaram, refletindo a desaceleração no crescimento da área de computação em nuvem e o aumento dos gastos com infraestrutura voltada à inteligência artificial.
Os papéis da empresa caíram entre 4% e mais de 7% no pregão estendido, após investidores avaliarem o ritmo do desempenho do Azure e o impacto dos investimentos ligados à parceria com a OpenAI.
Resultados financeiros e desempenho do Azure
No trimestre, a Microsoft registrou lucro ajustado por ação de US$ 4,14, acima da projeção de US$ 3,97. A receita totalizou US$ 81,27 bilhões, superando a estimativa de US$ 80,27 bilhões. Em termos anuais, o faturamento cresceu 17% no período.
O Azure e outros serviços de nuvem avançaram 39%, levemente abaixo do crescimento de 40% observado no trimestre anterior. As expectativas de mercado apontavam para variações entre 38,9% e 39,4%, segundo levantamentos de StreetAccount e CNBC.
A Microsoft também informou que a obrigação de desempenho comercial remanescente, indicador que mede receitas contratadas ainda não reconhecidas, atingiu US$ 625 bilhões, uma alta de cerca de 110%. Desse total, 45% estão ligados à OpenAI, após a startup firmar um compromisso de US$ 250 bilhões em serviços de nuvem da companhia.

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Gastos em IA e mudanças após reestruturação da OpenAI
Os investimentos de capital e arrendamentos financeiros da Microsoft chegaram a US$ 37,5 bilhões no trimestre, um aumento de 66% em relação ao ano anterior e acima da expectativa de US$ 34,31 bilhões. A empresa destacou a ampliação de centros de dados e o uso de chips especializados para rodar modelos de inteligência artificial generativa, além de contratos de capacidade com CoreWeave e Nebius.
A companhia reportou ainda US$ 9,97 bilhões em outras receitas, frente a uma despesa de US$ 2,29 bilhões no mesmo período do ano passado. A mudança ocorre três meses após a reestruturação da OpenAI, que transformou seu braço com fins lucrativos em uma public-benefit corporation.
Entre as divisões, o segmento Intelligent Cloud somou US$ 32,91 bilhões em receita, alta de quase 29%. A área de Produtividade e Processos de Negócios, que inclui Office, Dynamics e LinkedIn, registrou US$ 34,12 bilhões, crescimento de cerca de 16%. Já o segmento More Personal Computing, com Windows, Xbox, Surface e Bing, recuou 3%, totalizando US$ 14,25 bilhões.
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