30 de janeiro de 2026
Apple cresce 16% no trimestre puxada pelas vendas do iPhone
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A Apple divulgou nesta quinta-feira (29) os resultados do seu primeiro trimestre fiscal, encerrado em dezembro, com números acima das expectativas de mercado. A empresa registrou crescimento anual de 16% na receita, impulsionado principalmente pela demanda pelos novos modelos de iPhone, lançados em setembro. As ações da companhia subiram cerca de 3% no after-market após a divulgação do balanço.

No período, a Apple reportou lucro líquido de US$ 42,10 bilhões, o equivalente a US$ 2,84 por ação diluída, ante US$ 36,33 bilhões e US$ 2,40 por ação no mesmo trimestre do ano anterior. A receita total chegou a US$ 143,76 bilhões, superando a estimativa de US$ 138,48 bilhões, segundo consenso da LSEG.

iPhone puxa resultado e base ativa cresce

O destaque do trimestre foi o desempenho do iPhone, cuja receita avançou 23% em base anual, alcançando US$ 85,27 bilhões, acima das projeções do mercado. A empresa atribuiu o resultado às vendas dos modelos iPhone 17, apresentados em setembro. Ao CNBC, o CEO Tim Cook classificou a procura pelos aparelhos como “simplesmente impressionante”.

Apple atribui à linha iPhone 17 o resultado positivo no trimestre (Imagem: Divulgação/Apple)

Cook também informou que a Apple agora soma uma base ativa de 2,5 bilhões de dispositivos em uso, incluindo iPhones, Macs e outros produtos da marca. O número representa crescimento em relação aos 2,35 bilhões divulgados em janeiro do ano passado e é acompanhado de perto por analistas por indicar o potencial de expansão do negócio de serviços e software.

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China, investimentos e outras linhas de produto

A empresa teve desempenho especialmente forte na China, incluindo Taiwan e Hong Kong, onde as vendas cresceram 38%, totalizando US$ 25,53 bilhões no trimestre. Segundo Cook, o avanço foi impulsionado pelas vendas de iPhones, com recorde de atualizações por usuários existentes e crescimento de novos clientes vindos de outras marcas.

Entre as demais categorias, a receita de Mac ficou abaixo das expectativas e caiu 7% em base anual, mesmo após o lançamento do MacBook Pro com chip M4 em novembro. O iPad cresceu 6%, chegando a US$ 8,6 bilhões, com metade dos compradores sendo novos usuários do produto. Já a área de Wearables, Casa e Acessórios recuou 2% e também não atingiu as projeções.

Desempenho forte na China no trimestre também pesou positivamente para a empresa da maçã (Imagem: nikkimeel / Shutterstock.com)

O segmento de serviços, que inclui assinaturas como Apple TV e iCloud, além de acordos de licenciamento e garantias, cresceu 14% e somou US$ 26,34 bilhões. Cook destacou aumento de 36% na audiência do Apple TV em dezembro, na comparação anual.

No campo de investimentos, a Apple gastou US$ 2,37 bilhões em capital no trimestre, abaixo do valor do ano anterior, enquanto as despesas com pesquisa e desenvolvimento subiram para US$ 10,89 bilhões. O diretor financeiro Kevan Parekh afirmou que a empresa precisará de investimentos adicionais em inteligência artificial, especialmente após o anúncio de parceria com o Google para integrar o modelo Gemini ao Apple Intelligence.

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Fonte: https://olhardigital.com.br/2026/01/29/pro/apple-cresce-16-no-trimestre-puxada-pelas-vendas-do-iphone/