A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (29/1), a Operação Último Ato para cumprir um mandado de prisão preventiva e outro de busca e apreensão contra um suspeito de produzir e divulgar material de abuso sexual infantojuvenil na internet, além de ser investigado por estupro de vulnerável.
De acordo com as apurações, o investigado utilizava uma plataforma on-line para compartilhar o conteúdo ilegal. A PF destaca que esse tipo de prática pode caracterizar transnacionalidade, uma vez que o material pode alcançar usuários em outros países.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais apreenderam aparelhos eletrônicos, que serão submetidos à perícia. O objetivo é aprofundar as análises e verificar a possível existência de outras vítimas ou envolvidos. As investigações continuam.
A Polícia Federal reforça que o consumo desse tipo de conteúdo contribui para a continuidade da violência sexual contra crianças e adolescentes, cujos impactos psicológicos e sociais podem ser permanentes.
A instituição afirma que o combate aos crimes relacionados ao abuso e à exploração sexual infantojuvenil é prioridade, com foco na identificação de vítimas vulneráveis e na prisão de abusadores, visando interromper a prática criminosa e reduzir danos às famílias e à sociedade.
A PF também ressalta a importância da participação da população, com denúncias de qualquer forma de violência praticada contra crianças e adolescentes.
Nomenclatura e alerta
Embora o termo “pornografia” ainda conste na legislação brasileira — como no art. 241-E do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) —, a Polícia Federal destaca que a comunidade internacional recomenda o uso de expressões como “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual de crianças e adolescentes”, por refletirem com maior precisão a gravidade do crime e a violência sofrida pelas vítimas.
Além disso, a PF orienta pais e responsáveis a monitorarem e guiarem crianças e adolescentes no ambiente virtual e também no convívio social, com medidas de prevenção contra abusos. Entre as recomendações estão o diálogo sobre riscos on-line, o uso seguro de redes sociais, jogos e aplicativos, além do acompanhamento das atividades digitais.
Mudanças repentinas de comportamento, como isolamento ou sigilo excessivo em relação ao celular e computador, podem indicar situações de risco e devem ser observadas. A instituição também reforça a importância de ensinar crianças e adolescentes a reagirem a contatos inadequados e a buscarem ajuda imediatamente.
Para a Polícia Federal, a prevenção continua sendo a forma mais eficaz de garantir segurança e bem-estar, e a informação é uma ferramenta essencial para proteger vidas.
*Fonte: GOVMA
Fonte: https://oimparcial.com.br/noticias/2026/01/policia-federal-prende-suspeito-de-abuso-sexual-infantojuvenil-em-sao-luis/
