31 de janeiro de 2026
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O setor bancário brasileiro e o Banco Central iniciaram tratativas estratégicas para reforçar a liquidez do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A movimentação ocorre após a liquidação do Banco Master e do Will Bank, eventos que devem consumir cerca de R$ 46,3 bilhões das reservas do fundo. Para evitar o enfraquecimento do seguro que protege os correntistas, as instituições defendem que o BC libere uma parcela dos depósitos compulsórios — recursos que os bancos são obrigados a manter retidos na autoridade monetária — para financiar o aporte.

O plano em discussão prevê o adiantamento de cinco anos de contribuições, totalizando aproximadamente R$ 30 bilhões a serem injetados no início de 2026. Além disso, as instituições avaliam a implementação de uma taxa extraordinária de 50% sobre os depósitos regulares, caso o cenário exija maior robustez.

Até novembro de 2025, o FGC acumulava R$ 125 bilhões, mas o pagamento de garantias aos depositantes das instituições liquidadas deve reduzir esse saldo para patamares próximos a R$ 78 bilhões.

Paralelamente à recomposição financeira, grandes bancos pressionam por uma mudança estrutural no modelo de arrecadação do fundo. A proposta é que instituições com perfis de maior risco e maior alavancagem, que dependem fortemente de instrumentos garantidos como CDBs, arquem com alíquotas de contribuição mais elevadas.

Atualmente, o aporte mínimo é de 0,01% sobre o total de instrumentos garantidos, mas uma atualização das regras para punir o risco excessivo está prevista para o segundo semestre de 2026.

Criado em 1995 para assegurar a estabilidade do sistema financeiro nacional, o FGC funciona como uma entidade privada sem fins lucrativos. O fundo garante o ressarcimento de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em casos de falência bancária, cobrindo investimentos populares como poupança, CDBs, LCIs e LCAs.

O teto total de garantia é de R$ 1 milhão renovável a cada quatro anos, servindo como a principal rede de proteção para o pequeno e médio investidor brasileiro diante de turbulências no mercado.

Fonte: https://oimparcial.com.br/noticias/2026/01/bancos-articulam-uso-de-compulsorios-para-recompor-caixa-do-fgc/