O Ministério da Saúde emitiu um alerta informativo após a confirmação de novos casos do vírus Nipah na Índia, reforçando que, apesar da gravidade da doença, o risco de circulação do patógeno no Brasil é considerado baixo neste momento. Segundo a pasta, o surto recente ocorreu no estado de Bengala Ocidental, com dois casos confirmados entre profissionais de saúde e mais de 100 pessoas colocadas em observação e quarentena, sem indícios de disseminação internacional.
Em nota, o Ministério da Saúde destacou que o Brasil mantém protocolos permanentes de vigilância epidemiológica para agentes altamente patogênicos, como no caso desse vírus. O monitoramento é feito de forma integrada com instituições de referência, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Evandro Chagas, além da articulação contínua com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).
As autoridades sanitárias ressaltam que não há qualquer indicação de risco imediato para a população brasileira. O vírus Nipah não é novo e foi identificado pela primeira vez em 1998, sendo classificado pela OMS como um patógeno prioritário devido ao seu potencial epidêmico. Ele circula principalmente entre morcegos frugívoros do gênero Pteropus, mas pode ser transmitido a humanos por meio do consumo de alimentos contaminados ou pelo contato direto entre pessoas infectadas.
Sintomas variados e alta letalidade
A doença chama atenção pela alta taxa de letalidade, que pode variar de 40% a 75%, e pela ausência de vacina ou tratamento específico.
Nos seres humanos, a infecção pode se manifestar de forma variada, começando com sintomas como febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Em casos mais graves, o quadro pode evoluir para pneumonia severa, inflamação do cérebro (encefalite), convulsões e coma em curto espaço de tempo.
O período de incubação costuma variar de quatro a 14 dias, podendo chegar, em situações raras, a até 45 dias. Diante desse cenário, o Ministério da Saúde afirma que segue atento à evolução do surto internacional, mas reforça que não há recomendação para restrições de viagens ou comércio. A orientação é de vigilância constante e resposta rápida a qualquer suspeita, com o objetivo de garantir a segurança sanitária e tranquilizar a população brasileira.
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Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/brasil/ministerio-da-saude-diz-que-risco-criado-pelo-virus-nipah-da-india-e-baixo-para-o-brasil/
