22 de setembro de 2024
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Um rochedo de tom bem mais claro do que o normalmente encontrado em Marte intriga os cientistas da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos.

O robô Perseverance encontrou a pedra em uma região chamada Monte Washburn, dentro da Cratera Jezero, e a expectativa dos pesquisadores é que possa fornecer pistas sobre os processos geológicos antigos que ajudaram a moldar a superfície marciana. (Mais após a imagem)

Com uma cor bem mais clara, o pedregulho se destaca dos mais escuros que o cercam e recebeu o apelido de “Atoko Point”(foto: Nasa/JPL-Caltech )

“A diversidade de texturas e composições no Monte Washburn foi uma descoberta empolgante para a equipe, já que essas rochas representam uma miscelânea de estruturas geológicas trazidas da borda da cratera e potencialmente de locais ainda mais distantes”, disse Brad Garczynski, um dos pesquisadores responsáveis, em um comunicado. “Mas entre todas essas rochas diferentes, havia uma que realmente chamou nossa atenção.”

A rocha mede 45cm de largura por 35cm de altura. Com uma cor bem mais clara, o pedregulho se destaca dos mais escuros que o cercam e recebeu o apelido de “Atoko Point” em referência a uma formação similar no Grand Canyon. (Mais após a imagem)

Mapa mostra a trajetória do Perseverance entre 21 de janeiro e 11 de junho. Pontos brancos indicam onde o rover parou após completar uma travessia ao lado do canal fluvial Neretva Vallis. A linha azul claro indica a rota do rover dentro do canal(foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Arizona)

“Em termos de tamanho, forma e arranjo de seus grãos minerais e cristais – e potencialmente sua composição química — Atoko Point está em uma categoria própria”, diz o comunicado da Nasa.

Usando seus instrumentos SuperCam e Mastcam-Z, o Perseverance conseguiu determinar que a rocha é composta pelos minerais piroxênio e feldspato. No entanto, a forma como ela chegou ao Monte Washburn, cercada por rochas de composição totalmente diferente, ainda é incerta.

Uma das mais teorias dos cientistas da Nasa é de que a rocha tenha sido transportada para sua localização atual por um rio que fluía pela superfície marciana no passado distante.

“De qualquer forma, a equipe acredita que, embora Atoko seja o primeiro desse tipo que eles viram, não será o último”, continua o comunicado.

*Do Correio Braziliense | Roberto Fonseca

Fonte: https://oimparcial.com.br/ciencia/2024/06/enigma-em-marte-rocha-misteriosa-intriga-cientistas-da-nasa/