20 de setembro de 2024
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O estado do Rio de Janeiro registrou dez casos de Febre Oropuche em cerca de nove dias. A Secretaria de Estado de Saúde do estado (SES-RJ) recebeu na última segunda-feira (29) a confirmação dos casos da doença.

De acordo com a pasta, os registros foram realizados pelo Laboratório Central Noel Nutels (Lacen) e pelo laboratório de referência da Fiocruz entre os dias 9 e 18 de abril nos municípios de Japeri, Valença, Piraí e Rio de Janeiro.

No entanto, os laboratórios seguem investigando para identificar se a transmissão ocorreu de forma local, em que os casos são conhecidos como autóctones, ou se aconteceu em outro território, caso em que é denominada como ‘importada’.

Sintomas da Febre Oropouche

Os sintomas da doença, transmitida por insetos, se assemelham aos da dengue e duram entre dois e sete dias. Os sintomas incluem:

  • Febre de início súbito;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Dor nas costas, na lombar e dor articular

Além disso, pacientes infectados podem ter sintomas como tosse, tontura, dor atrás dos olhos, erupções cutâneas, calafrios, fotofobia, náuseas e vômitos.

Até o momento, não existe um tratamento específico para a doença. Assim, é indicado permanecer em repouso e acompanhamento médico.

Existe um período de surto?

Segundo a secretária de Saúde, Claudia Mello, o vírus da doença é endêmico no Amazonas e chega a apresentar alguns períodos de surto. No entanto, a letalidade da Febre Oropouche é baixa e, a orientação dada aos municípios, é que mantenham a conduta médica realizada nos casos de suspeita de dengue para os casos da febre.

Em parceria com os municípios envolvidos, a pasta realizará a investigação epidemiológica nos dez casos registrados no Rio de Janeiro, além de investigar a captura de mosquito nas regiões em que os casos foram confirmados.

Primeiro caso da doença foi registrado em fevereiro deste ano

O primeiro caso confirmado pela doença aconteceu em fevereiro de 2024, no RJ. O paciente foi identificado como um homem de 42 anos, morador do bairro do Humaitá, na Zona Sul da capital, que tem histórico de viagem para o Amazonas.

O paciente não chegou a ficar internado durante o período da infecção e se recuperou. De acordo com a SES-RJ, o caso foi considerado importado, após análise do histórico de viagem do paciente ao estado do Amazonas, que já registrava aumento significativo do número de casos nos primeiros meses deste ano.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/rio-de-janeiro-registra-dez-casos-por-febre-oropouche-em-nove-dias/