
O governo federal apresentou nesta sexta-feira (29) o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, que prevê o salário mínimo em R$ 1.631. Atualmente, o piso nacional está fixado em R$ 1.518. Caso o valor se confirme, haverá aumento nominal de 7,37%.
A definição do reajuste segue a regra de política fiscal que limita a valorização real — acima da inflação — a um intervalo entre 0,6% e 2,5% ao ano, alinhado ao teto de gastos do arcabouço fiscal.
Como funciona a regra de correção
O cálculo leva em conta a inflação acumulada no ano e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. No caso de 2026, entra na conta o resultado de 2024, quando a economia cresceu 3,4%. Como a regra estabelece limite máximo de 2,5% de alta real, esse foi o percentual aplicado.
O valor final, porém, depende da inflação oficial de 2025, divulgada apenas em janeiro do próximo ano.
Impacto nas contas públicas
O salário mínimo é referência para benefícios pagos pelo INSS, abono salarial e seguro-desemprego. Segundo cálculos do governo, cada R$ 1 a mais no piso nacional implica gasto adicional de cerca de R$ 392 milhões.
Essa vinculação foi um dos motivos que levaram o governo, no fim de 2024, a adotar medidas de contenção para equilibrar despesas, dentro do novo arcabouço fiscal.
Retomada da política de valorização
Em 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retomou a fórmula que atualiza o piso com base na inflação do ano anterior e no PIB de dois anos antes. Essa regra havia sido interrompida durante a gestão de Jair Bolsonaro.
Agora, a atualização volta a seguir esse modelo, mas dentro dos limites do novo regime fiscal aprovado pelo Congresso, que prevê expansão de gastos entre 0,6% e 2,5% ao ano.
Fonte: https://agendadopoder.com.br/novo-salario-minimo-em-2026-sera-de-r-1-631-preve-governo-lula-entenda-calculo/