7 de janeiro de 2026
Preço dos imóveis tem alta acima da inflação e sobe
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O custo para comprar um imóvel no Brasil ficou significativamente mais alto em 2025. Dados divulgados pelo Índice FipeZap e reportados pelo UOL mostram que os preços de venda residencial subiram, em média, 6,52% no acumulado do ano, tornando mais pesado o investimento tanto para quem busca a casa própria quanto para quem pretende adquirir imóveis para locação. O indicador acompanha o comportamento dos preços em 56 das principais cidades brasileiras.

O avanço registrado no ano passado foi o segundo maior da série histórica do índice, ficando atrás apenas da alta de 7,73% observada em 2024. Além disso, o aumento superou a inflação oficial do período. A valorização dos imóveis ficou 2,02% acima do IPCA-15, prévia da inflação medida pelo IBGE.

Alta anual supera inflação e consolida tendência

O resultado de 2025 reforça a tendência de valorização do mercado imobiliário observada nos últimos anos. Mesmo com oscilações ao longo dos meses, o acumulado anual manteve ritmo consistente, impulsionado pela demanda em grandes centros urbanos e em regiões litorâneas valorizadas.

A diferença em relação à inflação indica que, além da pressão generalizada de preços na economia, o mercado imobiliário apresentou dinâmica própria, com ganhos reais de valor para proprietários e investidores.

Desaceleração no fim do ano

Apesar do desempenho anual expressivo, os dados de dezembro indicam perda de fôlego. No último mês de 2025, o índice avançou 0,28%, abaixo da variação de 0,58% registrada em novembro. O resultado também foi inferior ao de dezembro de 2024, quando os preços de venda residencial subiram, em média, 0,66%.

Essa desaceleração sugere um movimento de acomodação no curto prazo, após um ciclo prolongado de altas, embora sem sinais claros de reversão da tendência de valorização no médio prazo.

Valor do metro quadrado e perfil dos imóveis

O preço médio do metro quadrado construído no Brasil chegou a R$ 9.611 em 2025. No entanto, esse valor varia de forma significativa conforme o perfil do imóvel. Apartamentos de um dormitório apresentaram o maior preço médio, de R$ 11.669 por metro quadrado, refletindo a forte demanda por unidades menores, especialmente em grandes cidades.

Já os imóveis com dois dormitórios registraram o menor valor médio, de R$ 8.622 por metro quadrado, indicando maior oferta relativa e perfil de compradores mais sensível a preço.

Litoral de Santa Catarina lidera ranking

O litoral catarinense manteve a posição de região mais cara do país. As cidades de Balneário Camboriú e Itapema lideraram o ranking nacional, com o preço médio do metro quadrado estimado em R$ 14.906 e R$ 14.843, respectivamente.

Outros municípios de Santa Catarina também figuram entre os mais valorizados. Itajaí e Florianópolis aparecem na lista das cinco cidades com os maiores preços de venda residencial do Brasil, consolidando o estado como polo de forte valorização imobiliária.

Capitais do Nordeste puxam altas percentuais

Quando o critério é a variação percentual anual, o destaque ficou com capitais do Nordeste. Salvador registrou a maior alta do país, com avanço de 16,25% no acumulado de 2025, elevando o preço médio do metro quadrado para R$ 7.972. Logo atrás aparece João Pessoa, com valorização de 15,15% e preço médio de R$ 7.970.

Vitória também se destacou. A alta de 15,13% levou o valor médio do metro quadrado para R$ 14.108, colocando a capital capixaba na terceira posição do ranking geral de preços.

Cidades acima da média nacional

Além do litoral catarinense e das capitais com maiores altas, outras oito cidades fecharam 2025 com preços acima da média nacional. A lista inclui São Paulo, Barueri, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vila Velha, Maceió e Brasília.

Nesses municípios, o metro quadrado construído encerrou o ano, respectivamente, em R$ 11.900, R$ 11.696, R$ 11.686, R$ 10.830, R$ 10.642, R$ 10.225, R$ 9.836 e R$ 9.754, reforçando a desigualdade regional de preços no mercado imobiliário brasileiro.

Fonte: https://agendadopoder.com.br/preco-dos-imoveis-tem-alta-acima-da-inflacao-e-sobe-65-em-2025-saiba-quais-sao-as-cidades-com-maior-custo/