
Viseu terá uma das maiores salas de espetáculos da Região Centro, que custará mais de 20 milhões de euros e integrará a estratégia de dar “um novo impulso” à zona norte da cidade, anunciou hoje o presidente da câmara.
Além da construção do futuro Centro de Artes e Espetáculos de Viseu (AEVIS) – que surgirá junto à rotunda da fonte cibernética, numa área bruta de construção de 13.482 metros quadrados – estão previstas obras como o reperfilamento da Avenida Capitão Homem Ribeiro, a construção de unidades de saúde, a requalificação do troço central da Avenida da Europa e a reabilitação do edifício da Comissão Vitivinícola Regional (CVR) do Dão.
“É, talvez, o maior projeto de requalificação urbana que se fez em Viseu”, frisou o presidente da câmara, Fernando Ruas, durante a apresentação do anteprojeto do CAEVIS.
O autarca disse que “a cidade cresceu e continuará a crescer para a parte sul, porque foram feitas as infraestruturas necessárias”, mas o objetivo é que a parte norte “tenha uma requalificação substantiva, de modo a fazer o equilíbrio”.
Segundo Fernando Ruas, irá surgir uma nova centralidade em torno do CAEVIS, um equipamento cultural vocacionado para espetáculos e outros eventos de grandes dimensões, atendendo aos seus mil lugares na sala interior, mais os 760 lugares do auditório exterior.
“Este espaço que agora parece consolidado como aparcamento, quando foi adquirido, já foi para fazer um centro de artes”, lembrou.
O futuro equipamento cultural é “uma resposta necessária ao dinamismo que se vê no concelho”, afirmou Fernando Ruas, lembrando as queixas de não existir uma sala que permita grandes espetáculos em Viseu.
O edifício de sete pisos terá um palco de 542 metros quadrados, um restaurante panorâmico, uma sala de ensaios e outra de exposições, uma área de café-concerto e um parque de estacionamento subterrâneo (com mais de cem lugares) e “será o primeiro equipamento cultural do país com certificação LEED, uma certificação internacional que permite atestar a sustentabilidade dos edifícios”, frisou.
A primeira operação, que ocorrerá “de imediato”, será a demolição do antigo edifício da PT. A obra foi hoje consignada e permitirá “ampliar a área que já está disponível” para o centro de artes, explicou Fernando Ruas.
No que respeita ao reperfilamento da Avenida Capitão Homem Ribeiro, o autarca lembrou que será ampliada para acabar com o estrangulamento existente, ficando “com perfil de circunvalação”.
Junto ao antigo edifício da CVR Dão (onde atualmente existem cubas) surgirão a Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados (URAP), a Unidade de Saúde Pública (USP), a Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) e o Centro de Aconselhamento e Deteção (CAD).
Em terrenos da Avenida da Europa serão construídos os edifícios que acolherão as Unidades de Saúde Familiar (USF) Infante D. Henrique, Lusitana, Alves Martins e Viseu Cidade.
“Serão dois módulos simétricos, unidos por uma pala, o que vai permitir duas USF em cada um dos prédios, com utilização de espaços comuns, nomeadamente o aparcamento”, referiu Fernando Ruas.
Sobre a reabilitação do edifício da CVR, que tem sido ocupado ilegalmente “por famílias com necessidade”, o autarca contou que o objetivo é que volte a acolher os serviços da comissão.
Desta forma, os serviços da CVR sairão do atual Solar do Vinho do Dão (antigo Paço Episcopal de Viseu), que ficará livre para ser “um centro dedicado à cultura”, avançou.
Fernando Ruas disse estar combinado que o edifício passará para a câmara de forma a permitir-lhe fazer a obra, atendendo à “incapacidade técnica e organizativa” da CVR. Posteriormente, a autarquia cederá o edifício à comissão.
Nesta “revolução” na zona norte da cidade, deverão ser gastos “uns largos milhões de euros, seguramente mais de 50 milhões de euros”, acrescentou o autarca, lembrando que, para já, só há números indicativos.
Fonte: https://comunidadeculturaearte.com/viseu-tera-uma-das-maiores-salas-de-espetaculos-da-regiao-centro/