
Identificado como Daniel Mourão, alegou estar com explosivos em uma mochila – Foto: Reprodução/Polícia DF
Na manhã deste sábado (30), a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) prendeu Daniel Mourão, de 45 anos, que afirmava portar explosivos em uma mochila na Praça dos Três Poderes, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF). O episódio ocorre às vésperas do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus, acusados de tentativa de golpe para reverter o resultado das eleições de 2022.
Segundo a PMDF, a ocorrência foi registrada às 5h15, quando equipes do 6º Batalhão iniciaram contato e negociação com o suspeito, que se encontrava em estado de agitação e dizia que detonaria o material explosivo. Os protocolos das operações Gerente e Petardo foram acionados, com apoio do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Às 6h45, o Grupo de Intervenção Tática efetuou a prisão.
O Esquadrão Antibombas realizou varredura e inspeção na mochila e constatou que não havia artefatos explosivos nem armas. O suspeito carregava apenas itens pessoais, como roupas e uma garrafa de água. “A PMDF ressalta que a situação foi resolvida com segurança e sem danos à integridade física de nenhum civil, agente público ou patrimônio”, informou a corporação.
Durante a ocorrência, o Corpo de Bombeiros Militar do DF prestou atendimento no local. Os agentes identificaram um surto psicótico e encaminharam Mourão para a UPA de São Sebastião, por apresentar “distúrbios psiquiátricos”. Após o atendimento médico, o homem será conduzido à 5ª Delegacia de Polícia (Área Central).
SEGURANÇA PARA JULGAMENTO REFORÇADA
A tensão em Brasília é maior porque, na próxima terça-feira (2/9), o STF inicia o julgamento do chamado “núcleo crucial” da ação penal sobre a trama golpista, com previsão de término no dia 12 de setembro. Bolsonaro e integrantes de sua cúpula política e militar são acusados de orquestrar um plano para impedir a posse do presidente eleito em 2022.
O caso remete a outro episódio grave ocorrido em novembro de 2024, quando Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, também apoiador de Jair Bolsonaro, morreu após se explodir em frente ao STF. Segundo relatos de seguranças, Francisco tentou entrar no Supremo com explosivos, foi barrado e, em seguida, acionou artefatos que carregava. Antes da explosão fatal, teria disparado “dois ou três artefatos” e, deitado ao chão, “acendeu o último artefato, colocou na cabeça com um travesseiro e aguardou a explosão”.
Fonte: https://horadopovo.com.br/as-vesperas-de-julgamento-de-bolsonaro-homem-e-preso-por-falsa-ameaca-de-bomba-no-stf/