A sucessão no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) entrou em uma fase decisiva nesta quinta-feira (8). Wellington César Lima e Silva, atual advogado-geral da Petrobras, emergiu como um dos nomes mais fortes para substituir Ricardo Lewandowski. A indicação conta com o peso político de uma influente ala baiana do governo, encabeçada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, e pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner. O grupo recebe ainda o apoio de Jorge Messias, indicado por Lula ao STF, que também trabalha pela viabilização do jurista.
Lima e Silva já possui experiência direta no núcleo jurídico do atual governo, tendo ocupado a Secretaria de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil antes de migrar para a estatal. Sua passagem pela SAJ o credenciou como um técnico de confiança, responsável pela triagem de decretos e portarias presidenciais. No entanto, sua nomeação enfrenta resistências internas.
Parte do PT avalia que o advogado não possui o perfil “combativo” necessário para enfrentar o debate sobre segurança pública, tema que deve ser o principal campo de batalha nas eleições deste ano.
A saída de Lewandowski e novos nomes
A oficialização da troca ocorre após Ricardo Lewandowski entregar pessoalmente sua carta de demissão ao presidente Lula nesta quinta-feira, momentos antes da cerimônia que marcou os três anos do 8 de Janeiro. A saída deve ser publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (9). No rastro dessa vacância, o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho, também ganhou fôlego como alternativa, especialmente após seu desempenho em oitivas recentes no Congresso sobre fraudes no INSS.
O dilema do desmembramento
Um dos pontos centrais da reforma ministerial é a possível divisão da pasta. Caso Lula decida fatiar o ministério em dois, o comando da Segurança Pública poderia ser entregue ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Rodrigues goza de prestígio no governo, mas a divisão é vista com cautela por estrategistas eleitorais. O argumento é que restaria pouco tempo até o pleito de outubro para que um novo ministério mostrasse resultados concretos, o que poderia fragilizar o discurso governista sobre o combate à criminalidade durante a campanha.
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Fonte: https://oimparcial.com.br/noticias/2026/01/advogado-da-petrobras-ganha-forca-para-assumir-ministerio-da-justica/
