8 de janeiro de 2026
Brasil atinge recorde histórico com mais de 715 mil jovens
Compartilhe:

O mercado de trabalho brasileiro encerrou o mês de novembro de 2025 com uma marca sem precedentes para a juventude ao registrar o total de 715.277 jovens aprendizes ativos. De acordo com os dados consolidados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o saldo acumulado entre janeiro e novembro do ano passado atingiu 118.244 novas vagas, o que representa o maior volume de inserções formais já registrado para este período na história do programa. Este avanço é fundamentado na Lei nº 10.097/2000, que associa a prática dentro das empresas à qualificação teórica obrigatória.

O setor industrial desempenhou um papel protagonista nesse crescimento ao liderar o ranking de contratações com um saldo positivo de 42.429 postos de trabalho. Logo atrás aparecem os setores de Serviços e Comércio, que também demonstraram forte adesão à modalidade de aprendizagem como estratégia de renovação de mão de obra. Segundo o Departamento de Políticas de Trabalho para a Juventude, esse recorde é fruto de um esforço coletivo para retomar a centralidade do programa como a principal porta de entrada para o emprego formal, garantindo que o jovem desenvolva habilidades técnicas enquanto vivencia a rotina corporativa.

O perfil demográfico dos aprendizes revela um cenário de equilíbrio e inclusão. Atualmente, as mulheres representam a maioria dos contratos ativos com uma participação de 52,9%, enquanto os homens somam 47,1%. No recorte por raça e cor, a população parda e branca concentra o maior volume de vagas, seguida por pretos, amarelos e indígenas. Embora o programa foque prioritariamente na faixa dos 14 aos 24 anos, ele também cumpre um papel social essencial para pessoas com deficiência, para as quais não existe limite máximo de idade, permitindo que o aprendizado seja uma ferramenta de inclusão ao longo de toda a vida.

A legislação vigente estabelece que empresas de médio e grande porte devem obrigatoriamente reservar entre 5% e 15% de suas vagas para aprendizes em funções que exijam formação profissional. O contrato de aprendizagem possui características especiais e duração máxima de dois anos, assegurando ao jovem direitos fundamentais como carteira assinada, 13º salário, férias coincidentes com o período escolar e o recolhimento do FGTS com alíquota reduzida de 2%.

Histórias reais comprovam a eficácia desse modelo, como o caso da jovem Geysiane Souza, que após concluir o programa pelo Senai conquistou a efetivação no mercado, demonstrando como a política pública consegue transformar trajetórias individuais em carreiras sólidas.

Leia também:

Siga nossas redes, comente e compartilhe nossos conteúdos:

Fonte: https://oimparcial.com.br/noticias/2026/01/brasil-atinge-recorde-historico-com-mais-de-715-mil-jovens-aprendizes-em-2025/