7 de janeiro de 2026
Trump divulga foto de Maduro sob custódia dos Estados Unidos
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O governo de Cuba rompeu o silêncio oficial na noite de domingo (4) para confirmar a morte de 32 de seus militares e agentes de inteligência durante a incursão das forças especiais dos Estados Unidos em solo venezuelano. Segundo o comunicado emitido em Havana, os cubanos morreram em combate direto ou vítimas de bombardeios às instalações onde protegiam o presidente Nicolás Maduro. Em resposta à tragédia, o regime cubano decretou dois dias de luto nacional, com bandeiras a meio mastro em todo o arquipélago hoje e amanhã.

A nota oficial detalha que o contingente militar estava na Venezuela a convite formal do governo de Caracas, desempenhando funções de apoio estratégico e segurança que são fruto de uma aliança histórica de décadas entre os dois países.

O texto afirma que os profissionais cumpriram o dever com dignidade e descreve a resistência oferecida contra os “atacantes” norte-americanos. Detalhes sobre o traslado dos corpos e as cerimônias fúnebres serão divulgados nas próximas horas pela cúpula militar de Cuba.

A captura em Caracas e o destino em Nova York

A operação militar, executada no último sábado, resultou na captura bem-sucedida de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O casal presidencial foi imediatamente transportado para Nova York, onde deverá responder perante a justiça federal dos Estados Unidos. As acusações estão centradas em crimes de narcotráfico e terrorismo, denúncias que o Departamento de Justiça dos EUA mantém contra Maduro desde 2020 e que o líder chavista sempre classificou como perseguição política.

Reconhecimento de baixas e impacto regional

Em Washington, o presidente Donald Trump e autoridades do Pentágono reconheceram a ocorrência de confrontos intensos e confirmaram que houve mortes tanto entre as forças venezuelanas quanto entre os aliados cubanos que faziam a segurança de Maduro. O governo norte-americano enfatizou, no entanto, que não houve baixas entre os soldados dos Estados Unidos durante a execução da missão, que foi classificada como cirúrgica e de alta precisão.

O reconhecimento oficial das mortes de militares cubanos eleva a tensão diplomática no Caribe a níveis sem precedentes. A presença de agentes de inteligência de Cuba na Venezuela tem sido, há anos, um dos principais pontos de atrito entre Washington e Havana, sendo frequentemente citada pelos EUA como um dos pilares de sustentação do regime de Maduro.

Com a queda do governo venezuelano e a morte de seus oficiais, Cuba enfrenta agora um cenário de isolamento político e incerteza sobre a continuidade de seus acordos energéticos e econômicos na região.

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Fonte: https://oimparcial.com.br/noticias/2026/01/cuba-confirma-morte-de-32-militares-em-operacao-dos-eua-na-venezuela-e-decreta-luto-nacional/