7 de janeiro de 2026
Defesa pede adiamento de depoimentos de Paulo Curió e da
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A oitiva do prefeito afastado de Turilândia, José Paulo Dantas Silva Neto (conhecido como Paulo Curió), e da primeira-dama Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, a Eva Curió, prevista para esta terça-feira (6), foi transferida para a próxima sexta-feira (9). Inicialmente, os depoimentos aconteceriam na sede da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), em São Luís, mas o cronograma foi alterado após requerimento apresentado pela defesa.

Apesar de terem sido levados até a PGJ, onde seriam ouvidos pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), Paulo Curió e Eva Curió não chegaram a prestar depoimento. A primeira-dama, inclusive, é pré-candidata a deputada estadual.

As oitivas integram uma investigação que apura a existência de um esquema de corrupção de grandes proporções na Prefeitura de Turilândia, com prejuízo estimado preliminarmente em R$ 56,3 milhões. Além do prefeito afastado e da primeira-dama, a apuração envolve a vice-prefeita, parlamentares municipais e outros suspeitos.

Os depoimentos começaram na segunda-feira (5). Na ocasião, apenas a chefe do Setor de Compras do município, Gerusa de Fátima Nogueira Lopes, prestou esclarecimentos, negando envolvimento no esquema investigado. Também foram convocados o médico Eustáquio Diego Fabiano Campos, apontado como agiota e suposto financiador de campanhas eleitorais; a pregoeira Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira; o contador Wandson Jonath Barros; a ex-vice-prefeita Janaína Soares Lima; e o empresário Marlon de Jesus Arouche Serrão, dono do Posto Turi e marido da ex-vice-prefeita. A maioria optou por permanecer em silêncio, informando que só se manifestará em juízo.

De acordo com o MPMA, a agenda de oitivas segue até esta quarta-feira (7), com os depoimentos da atual vice-prefeita, Tanya Karla Cardoso Mendes Mendonça, e do empresário Hyan Alfredo Araújo Mendonça Silva.

Todos os investigados foram presos em 22 de dezembro, durante a deflagração da Operação Tântalo II, conduzida pelo Gaeco. As investigações indicam a atuação de uma organização criminosa voltada ao desvio de recursos públicos, com suspeitas de crimes como associação criminosa, fraudes em licitações, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

Fonte: https://oimparcial.com.br/noticias/2026/01/defesa-pede-adiamento-de-depoimentos-de-paulo-curio-e-da-primeira-dama-de-turilandia/