Um total de 63% dos incêndios em residências são causados por falhas em fiações elétricas. É o que aponta levantamento do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), referindo às ocorrências registradas ano passado.
Segundo o documento, entre os equipamentos mais recorrentes nos incêndios de origem elétrica, os aparelhos de ar-condicionado aparecem com destaque. O levantamento aponta ainda que a interligação entre equipamentos e instalações elétricas aparece como um dos principais fatores que causam estes acidentes.
Análise técnica dos laudos do relatório apontou que a maioria desses incêndios está relacionada a falhas nas instalações elétricas, principalmente ao subdimensionamento dos condutores.
O problema ocorre quando a fiação utilizada não é compatível com a carga exigida pelos equipamentos conectados, favorecendo o superaquecimento e aumentando significativamente o risco de incêndio. Foram elaborados 19 laudos periciais de incêndio no período, sendo que 12 apontaram problemas elétricos como causa principal deste tipo de acidente.
“Em grande parte dos casos, os incêndios estão ligados ao dimensionamento inadequado da fiação, que não suporta a carga do aparelho, provocando aquecimento excessivo”, explica o comandante da Diretoria de Atividades Técnicas (DAT), tenente-coronel Wellington Reis.
Foram registrados 738 incêndios residenciais (casas e apartamentos) e comerciais (comércios, escritórios e afins), destes, 491 foram residenciais. Os dados são de janeiro a novembro, do ano passado.
No mesmo período, na capital, os registros somaram 455, sendo 317 residenciais. Em 2024, totalizaram 1.032 ocorrências, sendo 658 em residências; na capital, foram 689 no total, sendo 458 em residências.
Diante desse cenário, o Corpo de Bombeiros alerta para medidas de prevenção a incêndios residenciais. A principal recomendação é a contratação de profissionais habilitados para realizar serviços de manutenção, revisão ou adequação das instalações elétricas.
A corporação alerta que, somente um profissional qualificado pode garantir que os circuitos estejam corretamente dimensionados e seguros.
Outra orientação é evitar o uso simultâneo de vários equipamentos em uma mesma tomada, especialmente por meio de benjamins, extensões ou conhecidos como ‘T’. Essa prática pode causar sobrecarga elétrica e aquecimento excessivo dos condutores, elevando o risco de incêndios dentro das residências. O recomendado é a utilização de materiais e equipamentos elétricos certificados por órgãos competentes e em conformidade com as Normas Brasileiras (NBRs).
Além disso, a corporação orienta que, ao sair de casa, os moradores desconectem os aparelhos das tomadas, inclusive carregadores de celulares, ventiladores e outros equipamentos que, mesmo em repouso, podem contribuir para sobrecargas na rede elétrica. “Reforçamos sempre a importância da manutenção periódica das instalações e da instalação de dispositivos de proteção, que aumentam a segurança das pessoas e dos imóveis”, afirma o tenente-coronel Wellington Reis.
Em situações de risco envolvendo a rede elétrica, a população deve acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros, pelo 193. “Temos efetivo especializado para atuar no atendimento e prevenção de acidentes”, concluiu Wellington Reis.
Fonte: https://oimparcial.com.br/noticias/2026/01/falhas-eletricas-causam-63-dos-incendios-residenciais-no-maranhao-alerta-bombeiros/
