
Que o povo brasileiro é um dos mais criativos no mundo a gente já sabe. A comprovação? Novas formas de comunicação visual, como os memes; a utilização do humor nas situações mais inusitadas e, agora, a reinvenção dos trajes de Carnaval.
Antigamente, no período carnavalesco, era comum vermos todo o tipo de fantasia. Nos critérios, estavam o que quer que lhe apetecesse o gosto do folião, fosse a ideia de se travestir de mulher ou representar uma etnia que não a sua, e por aí vai. Era bem quisto, parecia divertido e denotava criatividade. Hoje, no entanto, o crescimento da força dos movimentos sociais e reflexões coletivas trouxe questionamentos do que deve ser respeitado, inclusive, durante a folia. Não são, porém, limitações para o brasileiro que, perceptivamente, tem buscado se trajar atravessando as mais distantes fronteiras da criatividade, sem perder o respeito.
Após a indicação de Fernanda Torres ao Oscar, pelo filme Ainda Estou Aqui, a união e criatividade se estreitaram de forma ainda mais latente representando a essência brasileira de festejar e curtir o período carnavalesco de forma inovadora. A indicação em questão trouxe, ao país, o resgate de uma das coisas que, além de criar, o brasileiro mais sabe fazer: torcer. O incontável número de Fernandes Torres curtindo os circuitos Brasil à fora é a prova de que juntar o útil ao agradável – Oscar e Carnaval – é uma das saídas que encontramos de trazer o humor para as festas, homenageando a indicada em um dos seus papéis mais marcantes, Fátima de Tapas e Beijos.
Para além das homenagens a personalidades marcantes, predominam também, no leque atual de indumentárias, roupas coloridas, mix de estampas, novos cortes de costura e muito brilho. Como protagonistas, estão as criações feitas à mão pelo próprio folião – em um mundo cada vez mais conectado, atividades lúdicas fora das telas estão chamando cada vez mais atenção, entre elas, produzir indumentárias com miçangas, incrementar detalhes chamativos à looks básicos, conferindo um look divertido e criativo, cheio de vida e personalidade.
Em São Luís, não é diferente. Nos mais diversos circuitos da cidade, os foliões prezam pela criatividade e, sobretudo, pelo conforto. Nos trajes, é possível identificar peças com brilho combinadas a camisas básicas, saias de tule, tiaras de EVA personalizadas com dizeres característicos, fantasias tradicionais, como o fofão, figura clássica do folclore carnavalesco local, além de claro, a queridinha da temporada: maquiagem com bastante brilho e strass.
Para quem frequenta os camarotes, a aposta da vez é customizar os abadás com cortes assimétricos, usar sobreposições, combinar cores e glitter e, para os mais ousados, fazer referências maximalistas com mix de acessórios, em especial, unindo dourado e prata. Esse é o “jeitinho brasileiro” de se reinventar em meio a uma festa tradicional que abriga todos os grupos, mantendo todo o glamour e liberdade criativa inerente ao período, mas com sabedoria para usar e abusar da criatividade sem que ninguém fique ofendido.
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Fonte: https://oimparcial.com.br/noticias/2025/02/o-que-as-fernandas-torres-espalhadas-pelo-brasil-revelam-sobre-o-brasileiro-no-carnaval/