11 de janeiro de 2026
Comissão do Congresso aumenta fundo eleitoral para R$ 4,9 bilhões
Compartilhe:

A oposição ao governo Lula definiu seu primeiro grande alvo político para a retomada dos trabalhos legislativos: a derrubada do veto integral ao projeto de lei da Dosimetria. O que antes era uma discussão técnica sobre a revisão de penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro transformou-se em um cabo de guerra simbólico.

Para partidos como o PL e o Republicanos, além de setores influentes do Centrão, reverter a decisão presidencial tornou-se uma prioridade para marcar território frente ao Palácio do Planalto.

A articulação não é recente. Desde o anúncio da barreira imposta pelo Executivo em dezembro, líderes oposicionistas iniciaram um mapeamento de votos. A estratégia agora foca no convencimento individual de parlamentares do PSD, União Brasil e PP.

O argumento central utilizado nas reuniões de bancada é a “defesa da autonomia do Legislativo”, sugerindo que o veto de Lula foi um gesto de desprezo aos acordos previamente firmados entre os poderes.

Protagonistas da articulação

O movimento conta com articuladores experientes em ambas as casas. No Senado, Rogério Marinho (PL-RN) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) trabalham para unificar o discurso da centro-direita, tratando o tema como um símbolo de resistência.

Na Câmara, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), e o relator do projeto, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), lideram a ofensiva. Paulinho tem sido um porta-voz enfático da insatisfação, classificando o veto como uma “reabertura de feridas institucionais” que exige uma resposta firme do Congresso.

A narrativa da pacificação

Para a oposição, o projeto da dosimetria é a ferramenta necessária para corrigir o que classificam como “excessos” judiciais nas condenações do 8 de janeiro. A estratégia de comunicação prevê uma ocupação intensa das redes sociais e tribunas até o carnaval, sustentando a tese de que o governo pratica “perseguição política” ao manter as penas atuais. O objetivo é manter o assunto em evidência para que a pressão pública impeça o governo de reorganizar sua base aliada a tempo da votação.

O intervalo até a sessão conjunta do Congresso é visto como o período crítico. Enquanto o governo tenta ganhar tempo para desmobilizar a revolta, a oposição acelera para garantir que o placar favorável ao projeto seja repetido na análise do veto.

Nos bastidores, o consenso é que esta votação será o termômetro real da governabilidade de Lula em 2026, funcionando como um teste de força entre o Poder Executivo e um Legislativo cada vez mais cioso de suas prerrogativas.

Fonte: https://oimparcial.com.br/noticias/2026/01/oposicao-articula-plano-para-voltar-com-a-dosimetria/