13 de janeiro de 2026
Economia brasileira atinge maior patamar da série histórica
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O mercado financeiro ajustou para baixo a expectativa de inflação para 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (12) pelo Banco Central (BC), a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou para 4,05%.

Na semana anterior, a estimativa era de 4,06%, enquanto há quatro semanas estava em 4,10%, indicando uma leve tendência de desaceleração. Para os anos seguintes, as previsões seguem inalteradas há dez semanas: 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028.

Meta de inflação

A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2025 é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que estabelece um intervalo entre 1,5% e 4,5%.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) mostram que a inflação de dezembro foi de 0,33%, acima dos 0,18% registrados em novembro. Com isso, o IPCA acumulado de 2025 fechou em 4,26%, dentro do limite estipulado pelo governo.

Ainda segundo o IBGE, apenas o grupo habitação apresentou queda em dezembro, de 0,33%. Os demais grupos de produtos e serviços tiveram alta, com destaque para transportes, que registraram a maior variação (0,74%) e o maior impacto no índice (0,15 ponto percentual). Em seguida aparecem saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,52% e impacto de 0,07 ponto percentual.

PIB

As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) permanecem estáveis. O mercado estima crescimento de 1,80% da economia brasileira em 2026, percentual mantido há cinco semanas consecutivas e também previsto para 2027.

Para 2028, a expectativa é de um avanço um pouco maior, com crescimento estimado em 2%.

Câmbio

No câmbio, as estimativas seguem inalteradas há 13 semanas. A previsão é de que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,50, mesmo valor projetado para 2027. Para 2028, a moeda norte-americana deve fechar o ano em R$ 5,52.

Selic

Em relação à taxa básica de juros, o mercado financeiro projeta queda gradual da Selic. A expectativa é de que a taxa passe dos atuais 15% para 12,25% ao final de 2026, recuando ainda para 10,50% em 2027 e 9,88% em 2028.

Atualmente, a Selic está no maior patamar desde julho de 2006, quando chegou a 15,25% ao ano. Após atingir 10,5% em maio do ano passado, a taxa voltou a subir a partir de setembro de 2024, alcançando 15% na reunião de junho, nível que vem sendo mantido desde então.

Efeitos da Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) utiliza a Selic como principal instrumento para controlar a inflação. Quando a taxa é elevada, o objetivo é frear a demanda aquecida, encarecendo o crédito e estimulando a poupança, o que pode desacelerar a atividade econômica.

Por outro lado, a redução da Selic tende a baratear o crédito, incentivar o consumo e a produção e impulsionar o crescimento econômico, embora possa reduzir o controle sobre a inflação. Além da taxa básica, os bancos consideram fatores como risco de inadimplência, custos operacionais e margem de lucro na definição dos juros cobrados dos consumidores.

*Fonte: Agência Brasil

Fonte: https://oimparcial.com.br/noticias/2026/01/previsao-de-inflacao-para-2026-recua-e-indica-cenario-de-maior-estabilidade-economica/