26 de janeiro de 2026
Greve dos rodoviários entra no quarto dia sem previsão de
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O sistema de transporte público da Região Metropolitana enfrenta um novo colapso nesta segunda-feira (26). Após um breve retorno às atividades nas primeiras horas da manhã, todos os veículos da empresa Expresso Rei de França foram recolhidos para a garagem. O movimento é uma resposta direta à decisão da empresa de quitar apenas parcialmente os débitos com os trabalhadores. Embora uma parcela dos rodoviários tenha recebido os valores no domingo, o grupo decidiu cruzar os braços novamente em um ato de união com os companheiros que permanecem sem remuneração.

A interrupção do serviço afeta diretamente moradores de bairros como Ipem Turu, Parque Vitória, Ribeira, Vila Isabel Cafeteira, Pedra Caída, Recanto Verde e Forquilha. Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários (STTREMA), Marcelo Brito, a greve não partiu de uma diretriz sindical, mas sim de uma mobilização orgânica dos funcionários exaustos pela ausência do 13º salário, do tíquete-alimentação de dezembro e do adiantamento salarial de janeiro.

A categoria afirma que a normalização do serviço está condicionada à quitação integral de todos os benefícios atrasados. Do outro lado do conflito, o Sindicato das Empresas (SET) classificou a paralisação como ilegal e abusiva, alegando que não houve comunicação formal prévia.

As empresas justificam o atraso nos salários apontando para uma falha no repasse de subsídios por parte da Prefeitura de São Luís. De acordo com documentos enviados à Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT), o déficit nos repasses referentes a dezembro de 2025 ultrapassa a marca de R$ 6,1 milhões.

A administração municipal rebateu as críticas apresentando uma ordem de pagamento superior a R$ 4,7 milhões enviada ao SET. No entanto, o próprio Executivo admite que ainda existe uma lacuna de aproximadamente R$ 1,4 milhão pendente de transferência.

Enquanto o impasse financeiro entre o poder público e as concessionárias não é resolvido, milhares de usuários permanecem sem transporte e os rodoviários mantêm a ocupação das garagens, aguardando a regularização total das contas para retornar às ruas.

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Fonte: https://oimparcial.com.br/noticias/2026/01/rodoviarios-paralisam-frota-apos-impasse-salarial-na-grande-sao-luis/