O Banco Central divulgou, nesta sexta-feira (30), o fechamento das Estatísticas Fiscais de 2025, revelando um cenário de deterioração nas contas públicas brasileiras. O setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 55,021 bilhões, um saldo negativo superior ao registrado em 2024.
O resultado reflete o descompasso entre a receita, que cresceu 2,8%, e as despesas, que avançaram 3,4% impulsionadas por gastos obrigatórios com Previdência e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O principal vilão do balanço anual foi o Governo Central, que apresentou um déficit isolado de R$ 58,687 bilhões. Esse impacto só não foi maior devido ao esforço dos governos regionais (estados e municípios), que ampliaram seu superávit para R$ 9,537 bilhões, e de uma redução no déficit das empresas estatais.
No entanto, a conta mais alarmante reside nos juros da dívida: em um cenário de Selic a 15% ao ano, o Brasil gastou R$ 1 trilhão apenas com o pagamento de juros em 2025, um recorde nominal para a série histórica.
Endividamento e resultado nominal
O resultado nominal, que soma o déficit primário ao gasto com juros, ultrapassou a barreira do trilhão, fechando em R$ 1,062 trilhão. Esse indicador é o mais observado por agências de risco internacional para avaliar a solvência do país. Paralelamente, a dívida líquida do setor público saltou para 65,3% do PIB, o maior patamar já registrado. Além do déficit, a valorização do dólar em 11,1% ao longo do ano contribuiu para elevar o peso da dívida, evidenciando o desafio fiscal para o próximo ciclo econômico.
Fonte: https://oimparcial.com.br/noticias/2026/01/rombo-nas-contas-brasil-fecha-2025-com-deficit-de-r-55-bilhoes-e-divida-recorde/
