São Luís ocupa a terceira posição entre as capitais brasileiras no índice composto de HIV e Aids, segundo o Ministério da Saúde, ficando atrás apenas de Porto Alegre e Belém. O indicador reúne dados de 2020 a 2024 e considera taxas de detecção, mortalidade, transmissão vertical e diagnóstico tardio. Em 2024, a capital maranhense registrou 42,3 casos de HIV por 100 mil habitantes, ocupando a 7ª posição nacional em detecção, mais que o dobro da média brasileira, que é de 18,4 por 100 mil. São Luís também aparece como a 5ª capital em detecção de Aids.
Apesar dos números elevados, o cenário atualmente é diferente do passado. Com diagnóstico precoce, acompanhamento regular e uso correto da medicação, pessoas que vivem com HIV podem ter qualidade de vida, expectativa de vida próxima da população em geral e não transmitem o vírus por via sexual.
No Maranhão, mais de 27 mil pessoas vivem com HIV ou Aids. O estado conta com uma rede pública de atendimento que oferece testagem, tratamento e prevenção de forma gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
HIV e Aids: entenda a diferença
O HIV é o vírus da imunodeficiência humana. Já a Aids é a síndrome que pode se desenvolver quando o vírus não é tratado e a imunidade fica muito baixa. Uma pessoa pode viver com HIV por toda a vida sem desenvolver Aids, desde que faça o tratamento corretamente.
O início precoce da terapia antirretroviral, um comprimido por dia, todo dia, impede a queda da imunidade e reduz drasticamente o risco de infecções oportunistas, que caracterizam a fase mais grave da doença.
Como acontece a transmissão do HIV
A principal forma de transmissão do HIV é por meio de relações sexuais sem preservativo. O vírus também pode ser transmitido da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação, mas o tratamento adequado praticamente elimina esse risco.
Outras formas de transmissão, como transfusão de sangue ou acidentes com material biológico, hoje são raras devido aos protocolos de segurança. O HIV não é transmitido por beijo, abraço, compartilhamento de objetos, talheres, copos, toalhas ou contato social.
Tratamento é eficaz e impede a transmissão
O Brasil possui um dos programas de tratamento de HIV mais reconhecidos do mundo. Pelo SUS, as pessoas têm acesso gratuito aos medicamentos antirretrovirais, que atualmente, em muitos casos, consistem em apenas um comprimido por dia.
Quando a carga viral se torna indetectável nos exames, o vírus deixa de ser transmitido por via sexual. Esse conceito é conhecido como Indetectável = Intransmissível (I=I) e é amplamente reconhecido pela ciência.
O acompanhamento médico regular e a realização de exames de carga viral são fundamentais para garantir a eficácia do tratamento.
Prevenção: PrEP e PEP estão disponíveis no SUS
Além do uso do preservativo, o SUS oferece duas estratégias importantes de prevenção:
PEP (Profilaxia Pós-Exposição): indicada para situações de risco recente, como relação sexual desprotegida ou violência sexual. Deve ser iniciada em até 72 horas após a exposição e dura 28 dias.
PrEP (Profilaxia Pré-Exposição): indicada para pessoas com maior risco de infecção. O medicamento é tomado de forma contínua, com acompanhamento médico, e reduz significativamente as chances de contaminação.
Onde fazer testes, acesso a PrEP e PEP em São Luís
O teste de HIV é gratuito e pode ser feito com resultado em poucos minutos. Em São Luís, o atendimento está disponível em unidades especializadas e na atenção básica:
Centros especializados:
- CTA Lira
- CTA Anil
- Centro de Saúde de Fátima
- Hospital Presidente Vargas
Unidades básicas de saúde:
- Centro de Saúde Salomão Fiquene
- Centro de Saúde Janaína
- Centro de Saúde Olímpica I
- Centro de Saúde São Francisco
- Centro de Saúde Carlos Macieira
- Centro de Saúde Amar
- Centro de Saúde São Cristóvão
- Clínica da Família Morada do Sol
Autotestes de saliva também podem ser adquiridos em farmácias.
Fonte: https://oimparcial.com.br/noticias/2026/01/sao-luis-e-a-3a-capital-com-mais-registros-de-hiv-e-aids-mas-diagnostico-nao-e-sentenca-de-morte/
