9 de janeiro de 2026
Veja quais países podem estar na mira de Trump depois
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O segundo mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem sido caracterizado por uma política externa agressiva e por discursos que reforçam a pretensão de ampliar a influência americana em diferentes regiões do mundo. Após cumprir ameaças contra a Venezuela, com a captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores em uma operação noturna em Caracas, Trump passou a direcionar alertas a outros países.

Ao comentar a ação, o presidente evocou a Doutrina Monroe, de 1823, e reafirmou a supremacia dos Estados Unidos no hemisfério ocidental — conceito que ele passou a chamar de “Doutrina Donroe”. Nos últimos dias, Trump citou diretamente nações que, segundo ele, estariam na órbita dos interesses estratégicos de Washington.

Groenlândia

Apesar de os Estados Unidos já manterem a Base Espacial de Pituffik na Groenlândia, Trump afirmou que deseja controlar toda a ilha. Segundo ele, a região é essencial para a segurança nacional americana, alegando a presença de navios russos e chineses.

A Groenlândia, que integra o Reino da Dinamarca, possui vastas reservas de terras raras, insumos estratégicos para a indústria tecnológica e militar, além de ocupar posição geopolítica relevante no Atlântico Norte e no Ártico. O primeiro-ministro local, Jens Frederik Nielsen, reagiu classificando a ideia de anexação como “fantasia” e defendeu o respeito ao direito internacional.

Colômbia

Pouco depois da operação na Venezuela, Trump fez declarações ofensivas ao presidente colombiano, Gustavo Petro. A Colômbia, vizinha da Venezuela, é rica em recursos naturais e historicamente aliada dos Estados Unidos no combate ao narcotráfico.

Trump acusou o governo colombiano de permitir o fortalecimento de cartéis e sugeriu a possibilidade de uma ação direta. Sanções já haviam sido impostas a Petro, em meio a uma escalada de tensões entre os dois países.

Irã

Embora fora do escopo direto da chamada “Doutrina Donroe”, o Irã voltou a ser alvo de advertências do presidente americano. Em meio a protestos internos, Trump afirmou que o país poderia sofrer um “golpe muito forte” caso o governo reprimisse manifestantes com violência.

A ameaça ocorre após ataques americanos a instalações nucleares iranianas no ano anterior e em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, especialmente após confrontos recentes entre Irã e Israel.

México

A relação entre Trump e o México voltou a se deteriorar no início do segundo mandato. O presidente acusa o país de falhar no controle da imigração ilegal e do tráfico de drogas para os Estados Unidos, citando o fortalecimento dos cartéis mexicanos.

Trump chegou a sugerir que “algo precisará ser feito”, enquanto a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, rejeitou qualquer possibilidade de intervenção militar em território nacional.

Cuba

Cuba também foi mencionada por Trump, que avaliou que o país estaria “pronto para cair” e que uma ação militar não seria necessária. O presidente destacou a dependência cubana do petróleo venezuelano e afirmou que a crise econômica pode se agravar com a queda de Maduro.

O secretário de Estado, Marco Rubio, defensor histórico da mudança de regime na ilha, reforçou o tom ao afirmar que autoridades cubanas deveriam encarar as declarações do presidente com seriedade.

As declarações reforçam a postura confrontacional adotada por Trump em seu segundo mandato e indicam uma política externa marcada por pressão diplomática, ameaças diretas e, em alguns casos, intervenções abertas.

*Fonte: Correio Braziliense

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Fonte: https://oimparcial.com.br/noticias/2026/01/veja-quais-paises-podem-estar-na-mira-de-trump-depois-da-venezuela/