
O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) depôs à Polícia Federal na sexta-feira (4) e negou ser próximo do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem, hoje deputado federal pelo PL.
Em depoimento, que aconteceu na superintendência da PF no Rio, Carlos ressaltou que conheceu Ramagem após ele se tornar chefe da segurança pessoal de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), em 2018. O ex-diretor da Abin se aproximou da família depois da facada levada por Bolsonaro em um evento eleitoral em Juiz de Fora (MG), durante sua primeira corrida eleitoral à Presidência.
O vereador carioca também negou que tenha participado de reunião com israelenses que negociaram a venda do software espião First Mile, que originou a abertura de inquérito que mira desvios de funções na Abin.
A assessora de Carlos, Luciana Paula Almeida, também depôs à PF e negou que tenha participado ou solicitado espionagens ilegais.
O inquérito da PF caminha para fase final. Carlos Bolsonaro e sua assessora foram alvos da PF em janeiro de 2024, quando agentes realizaram busca e apreensão em dois endereços do vereador, incluindo uma casa em Angra dos Reis (RJ).
Procurada pelo SBT News, a defesa de Carlos Bolsonaro afirmou que o vereador colabora com as investigações “mesmo sem ter acesso aos autos”.
Veja nota dos advogados de Carlos Bolsonaro na íntegra:
“A defesa do Vereador Carlos Bolsonaro confirma o depoimento prestado pelo Vereador na data de ontem. E esclarece que fez dois pedidos para ter acesso aos autos do inquérito, o primeiro em 2 de fevereiro de 2024 e o segundo, no dia 3 de abril de 2025, após o Vereador ser intimado para prestar o depoimento, e mesmo sem ter acesso aos autos o Vereador colaborou respondendo a todos os quesitos encaminhados para a PF/RJ.
A defesa confia que agora a investigação será concluída e definitivamente arquivada”.
O que é o First Mile?
Comprado no fim do governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), o programa é desenvolvido em Israel, pela empresa Cognyte (antiga Verint), e tem tecnologia de GPS para monitorar de forma ilegal a localização de celulares. Também foram espionados servidores públicos, policiais, jornalistas, advogados e juízes.
Quem operava o sistema eram servidores da Abin designados para o Centro de Inteligência Nacional (CIN).
A unidade, criada na gestão Bolsonaro, era vinculada ao gabinete de Ramagem. A estrutura foi desmontada pelo atual governo.
Com informações do SBT News
Fonte: https://agendadopoder.com.br/abin-paralela-carlos-bolsonaro-depoe-a-pf-e-nega-relacao-com-ramagem/