
O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) está ameaçado de perder o mandato por agredir um militante do MBL que xingou sua mãe de “corrupta” e “safada”. Ele deu empurrões e pontapés em Gabriel Costenaro, que costuma aparecer em eventos da esquerda de celular em punho para causar tumulto e viralizar nas redes sociais.
Segundo o colunista Bernardo Mello Franco, do jornal O GLOBO, Costenaro usou essa tática em 2024 para se projetar como candidato a vereador do Rio pelo Partido Novo. Ele teve pouco mais de 12 mil votos e não conseguiu se eleger.
Na quarta-feira (2), em reunião tumultuada do Conselho de Ética da Câmara, o deputado Paulo Magalhães (PSD-BA) apresentou relatório a favor da cassação de Glauber. Ele sustentou que o deputado do PSOL quebrou o decoro parlamentar ao expulsar o militante do MBL da Câmara com empurrões e pontapés.
É certo que nenhum parlamentar deve recorrer à violência, ainda que tenha sido provocado. Mas esta não foi a primeira vez em que a Câmara viu cenas de pugilato.
Em 2001, outro deputado precisou ser contido após dar um soco e trocar pontapés com um jornalista e escritor na Câmara. Curiosamente, o agressor se chamava… Paulo Magalhães.
O congressista partiu para cima do conterrâneo Maneca Muniz. O escritor estava em Brasília para lançar um livro com denúncias contra seu tio famoso, o então senador Antonio Carlos Magalhães.
O caso levou Magalhães, o sobrinho, à primeira página do GLOBO de 5 de abril de 2001. A manchete informava: “Socos e pontapés na Camara. Deputado baiano agride jornalista para defender ACM”.
Apesar da repercussão do episódio, nada aconteceu a Paulo Magalhães. Hoje o deputado exerce o sétimo mandato consecutivo e é titular do Conselho de Ética da Casa.
Fonte: https://agendadopoder.com.br/deputado-que-defende-cassacao-de-glauber-braga-por-agressao-ja-agrediu-escritor-que-lancou-livro-contra-seu-tio-na-camara/