
Em live para comemorar o aniversário de 70 anos, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu parabéns do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que participou da transmissão por chamada de vídeo. O parlamentar pediu afastamento do cargo para ficar nos Estados Unidos em razão da “perseguição” sofrida por ele e pela família no Brasil. O filho “zero três” do ex-mandatário, no entanto, não foi indicado nem denunciado pela Procuradoria-Geral da República na investigação da trama golpista.
O ex-presidente afirmou que o filho — que formalizou o pedido de afastamento da Câmara por 122 dias nesta quinta-feira — é um “orgulho”. Ainda na transmissão, Bolsonaro voltou a contestar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o julgamento em torno da suposta participação dele em uma trama golpista e as penas atribuídas pelos ataques golpistas de 8 de janeiro.
A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e outras sete pessoas por uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 será analisada na próxima terça-feira pela Primeira Turma do STF.
Advogado ganha primeiro pedaço de bolo
Bolsonaro recebeu da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro um bolo em formato de capacete para celebrar o aniversário — o doce referência a linha do acessório de grafeno lançada pelo ex-presidente neste mês. O primeiro pedaço foi para o advogado Paulo Cunha Bueno, que representa o ex-mandatário no processo sobre a suposta trama golpista.
Nesta quinta-feira, as equipes jurídicas do ex-presidente e do ex-ministro Walter Braga Netto (PL) apresentaram representações no Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para pedir a “intervenção” do órgão e “garantir as prerrogativas da advocacia que nos vêm sendo reiteradamente subtraídas” no processo que tramita no STF em que o antigo mandatário é investigado pela trama golpista.
No caso de Bolsonaro, o advogado Paulo Cunha Bueno alega à OAB que está tendo o seu trabalho prejudicado por um suposto obstáculo imposto pelo STF às provas e documentos da investigação da trama golpista. Eles argumentam que não conseguiram analisar materiais citados no processo, e que vêm tendo pedidos de acesso frequentemente negados pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.
Os advogados dizem ainda que foram “soterrados” por uma grande quantidade de documentos, papeis, ofícios e anexos do processo, mas que não têm a ver com a investigação que levou à denúncia de Bolsonaro e outras 33 pessoas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
“Muitos destes procedimentos, até então desconhecidos da defesa por não estarem expressamente relacionados ao feito, são físicos, tendo subitamente somado aos autos outras 310 pastas, 1.468 arquivos e mais de 45 mil páginas. A estas mais de 80 mil folhas e 2.800 Peças somou-se o processo no qual firmado o acordo de delação premiada com um dos réus e nos quais há nada menos do que 46 vídeos. Em pouco tempo, a defesa foi soterrada em milhares de folhas que não trazem a prova e que, muitas vezes, não tem relação com as imputações”, dizem.
De acordo com os advogados, “a verdade é que a quantidade informações desorganizadas camufla as ausências enquanto impede a defesa”.
Os advogados pedem que a entidade tome “medidas cabíveis” para garantir que os profissionais possam atuar de forma adequada. Um pedido semelhante também foi apresentado pela defesa do ex-ministro do governo Bolsonaro Walter Braga Netto.
Em nota, a OAB informou que recebeu a representação e que “os pedidos relacionados a eventuais violações do livre exercício profissional são tratados com a seriedade e a imparcialidade”. A ordem declarou que “fará a análise técnica e objetiva dos fatos apresentados”.
Com informações de O Globo
Fonte: https://agendadopoder.com.br/em-live-de-aniversario-bolsonaro-da-primeiro-pedaco-de-bolo-para-advogado-que-o-defende-no-stf-da-denuncia-de-golpe/