
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, será incorporada à equipe ministerial do governo Lula na reforma prevista para março. Se confirmado, Gleisi assumirá a Secretaria-Geral da Presidência, atualmente responsável pela interlocução do Palácio do Planalto com movimentos sociais. Sua entrada no primeiro escalão, substituindo Márcio Macêdo, demandará ajustes internos no PT, que terá um presidente interino até as eleições internas, marcadas para 6 de julho.
Os nomes cotados para o comando temporário são José Guimarães (CE), líder do governo na Câmara, e o senador Humberto Costa (PE), que deve ocupar a vice-presidência do Senado. A escolha será feita com a aprovação de Lula, já que o interino terá a responsabilidade de conduzir o Processo de Eleição Direta (PED) do partido. Guimarães é considerado próximo de Gleisi e aparece como favorito.
O presidente Lula quer que Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara e aliado de Fernando Haddad, assuma a presidência definitiva do PT após o mandato-tampão. Edinho representa uma tentativa de aproximar o partido do centro político, sinalizando um possível apoio à candidatura de Haddad em 2026, caso Lula não dispute a reeleição. Sua indicação, porém, enfrenta resistência na corrente Construindo um Novo Brasil, tendência majoritária dentro do partido.
A reforma ministerial acontece em meio a um alerta no Planalto após pesquisa Genial/Quaest apontar queda na popularidade do governo, incluindo entre eleitores de baixa renda e do Nordeste. Lula avalia que é necessário reforçar a interlocução com movimentos sociais, o que justifica a escolha de Gleisi para a Secretaria-Geral.
Márcio Macêdo, atual ocupante da pasta, é bem avaliado pelo presidente, mas deve ser deslocado para outra função. Outra opção cogitada para Gleisi foi o Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelo Bolsa Família. No entanto, Wellington Dias (PT) deve permanecer no cargo.
Com 11 ministérios sob seu comando, o PT pode perder espaço na Esplanada para acomodar partidos do Centrão. A saída de Cida Gonçalves, do Ministério das Mulheres, é dada como certa, enquanto o PSD tenta indicar Antônio Brito para o Desenvolvimento Social. Lula, contudo, pretende manter pastas estratégicas, como Educação, Casa Civil e Desenvolvimento Social, sob a liderança petista.
Com informações do Estado de S.Paulo
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Fonte: https://agendadopoder.com.br/gleisi-hoffmann-deve-integrar-governo-lula-pt-tera-lideranca-interina-ate-julho/