30 de novembro de 2025
Itaipu usa tecnologia que ergue moradias populares em um dia
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Com um déficit habitacional que chega próximo de 10 mil moradias populares, a cidade de Foz do Iguaçu (PR) se deparava com barracos em áreas técnicas, verdes e encostas de rios, caracterizando ocupação irregular e ausência quase que completa de condições sanitárias ideais para moradia. Por outra via, a Itaipu Binacional se debatia com um problema causado por motivo oposto: a propriedade de casas desocupadas que demandavam esforço de administração de imóveis, o que foge ao objetivo da empresa.

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Quando a Itaipu foi construída, a partir da década de 1970, a usina e empreiteiras responsáveis pela obra levaram para a cidade localizada na tríplice fronteira com Paraguai e Argentina milhares de trabalhadores de diversos níveis profissionais. Para abrigar esta mão-de-obra, a empresa construiu três conjuntos habitacionais.

A Vila A abrigava funcionários técnicos e administrativos em casas de estilo americano, a maior parte construída em madeira; a Vila B era destinada à alta gerência, com residências de alto padrão; e a Vila C, originalmente construída como alojamento provisório para os trabalhadores da construção civil. Contava com moradias compartilhadas, com barracões contendo várias casas simples e, por ser provisória, tinha infraestrutura mais rudimentar.

Após a conclusão das obras e diminuição severa do quadro de recursos humanos, as residências da Vila B foram vendidas para empregados e outros interessados. A Vila C, que deveria ter sido desmobilizada, acabou também sendo repassada a particulares e restava ainda a Vila A, que conta com mais de 900 imóveis, centenas deles desocupados.

A decisão da diretoria da binacional foi leiloar 272 imóveis desocupados e aplicar o valor arrecadado em moradias populares. Nasceu aí o Projeto Moradias, numa iniciativa da Itaipu Binacional em parceria com o Itaipu Parquetec, prefeitura de Foz e Instituto de Habitação da cidade (FozHabita).

A primeira fase do programa contemplará 254 famílias em situação de vulnerabilidade social, com casas de 50 metros quadrados, que estão sendo construídas em uma área na região do Bairro Três Bandeiras. Na última terça-feira (25), a Itaipu entregou as primeiras 52 casas, que vão atender famílias que viviam em palafitas em Área de Preservação Permanente (APP), degradada e suscetível a enchentes.

A segunda fase do Projeto Moradias será erguida na cidade de Castro (PR). Serão investidos R$ 30 milhões para construção de 160 casas populares, com previsão de início no início do próximo ano.

O projeto utiliza um sistema construtivo sustentável capaz de erguer cada casa em apenas um dia, reduzindo o tempo de obra e a geração de resíduos. “Projetos de casas populares com essa tecnologia vão se expandir para o Brasil inteiro, são moradias sustentáveis e obras mais rápidas”, diz o diretor Administrativo de Itaipu, Iggor Gomes Rocha.

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Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/parana/itaipu-tecnologia-casas-em-um-dia-construcao-moradias-populares/