
Você já deve ter visto algum filme ou série, ou lido algum livro que fala sobre o fim do mundo. Às vezes, nessas histórias, é uma grande guerra que vai destruir nosso planeta. Ou algum evento climático extremo. Tem ainda as invasões alienígenas.
No game e agora série do Prime Video Fallout, o apocalipse veio a partir de uma disputa entre grandes potências, que dispararam bombas nucleares umas contra as outras. O enredo se passa muitos anos após esse episódio, com os protagonistas saindo dos chamados “Vaults”. Na tradução ao pé da letra do Inglês, vault significa cofre. A melhor definição para o contexto, no entanto, é abrigo.
Leia mais
- Colapso global vai acontecer ainda neste século, segundo previsão de cientista do MIT
- Apocalipse nas telas: confira 10 filmes sobre o fim do mundo
- ‘Caixa preta da Terra’ pretende registrar momentos finais do planeta
Nossos líderes do mundo real ainda não autorizaram uma disputa nuclear dessas proporções – e espero que nunca o façam. O conceito de Vault, porém, já existe. Só que ele funciona um pouco diferente em relação ao da série.
A iniciativa partiu da ONG Crop Trust, com sede na Alemanha. A organização sem fins lucrativos busca conservar a diversidade vegetal do planeta – para as futuras gerações, mas para a atual também, principalmente os povos que vivem em zonas de conflito.
Para isso, a Crop Trust criou uma espécie de abrigo para guardar milhares de sementes de todas as espécies de plantas que existem. E o local acaba de receber um reforço de 14 mil novas amostras.
Abrigo para o fim do mundo
- O Svalbard Global Seed Vault, ou “abrigo do fim do mundo”, fica em uma ilha no círculo polar ártico.
- Mais especificamente no arquipélago norueguês de Svalbard, localizado no meio do caminho entre a Noruega continental e o Polo Norte.
- Os criadores subiram a instalação no interior de uma montanha gelada.
- A ideia é proteger a construção de todo tipo de desastre, desde uma guerra nuclear até o aquecimento global (graças ao permafrost).
- O prédio foi inaugurado em 2008 como um backup para os bancos genéticos do mundo todo, que armazenam o código genético de milhares de espécies vegetais.
- Nessa última leva, a Crop Trust recebeu amostras de 15 espécies do Sudão, país que vive uma guerra civil entre o governo e uma força dissidente.
- A lista inclui variedades de milheto e sorgo, uma cultura histórica da região, que tem importância tanto como fonte de alimento quanto cultural.
- O “cofre” também ganhou recentemente sementes de espécies de árvores nórdicas da Suécia e de arroz da Tailândia.
Outro caso de depósito do fim do mundo
As Filipinas também fizeram um depósito nas últimas. O banco genético do país foi profundamente afetado por uma série de catástrofes naturais. O local já foi atingido, por exemplo, por um tufão de categoria 4 e por um incêndio devastador.
A nação insular está em primeiro lugar no Índice de Risco Mundial, que mede a vulnerabilidade e a exposição de um país a eventos extremos naturais.
A ideia do “abrigo do fim do mundo” é justamente guardar amostras de sementes desses lugares para que elas sejam replantadas após a crise. É assim nas Filipinas, é assim também no Sudão, para quando a guerra acabar.
E, sim, a instalação também seria bastante útil caso houvesse uma tragédia nuclear de proporções globais. Mas esperamos que isso não seja necessário. Que fique em Fallout – e somente por lá mesmo.
As informações são do IFL Science.
O post “Abrigo do fim do mundo” recebe milhares de sementes apareceu primeiro em Olhar Digital.
Fonte: https://olhardigital.com.br/2025/02/27/ciencia-e-espaco/abrigo-do-fim-do-mundo-recebe-milhares-de-sementes/