17 de janeiro de 2026
Data centers: o Brasil no mapa global da nova era
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O Brasil caminha para se tornar um dos protagonistas globais na recepção de investimentos em data centers, impulsionado pela expansão da inteligência artificial e da computação em nuvem. De acordo com relatório da agência Moody’s, o setor deve movimentar US$ 3 trilhões mundialmente nos próximos cinco anos.

O território brasileiro figura como destino prioritário devido à sua matriz energética renovável e localização estratégica.

Liderança na América Latina e expansão global

Atualmente, o Brasil ocupa a 12ª colocação no ranking mundial de infraestrutura de dados. No cenário regional, o país tem uma hegemonia: detém metade do mercado da América Latina, operando cerca de 200 empreendimentos.

Para os próximos quatro anos, as projeções indicam aportes que variam entre R$ 60 bilhões e R$ 100 bilhões. Esse crescimento é sustentado pela alta demanda de serviços de internet e pela necessidade de processamento em larga escala.

Vantagens estratégicas e sustentabilidade

Um dos principais diferenciais competitivos do Brasil é a abundância de recursos hídricos e energia limpa. Segundo o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o país possui uma posição privilegiada no tráfego internacional: “Brasil é um país muito atrativo para a infraestrutura de data centers. Além de contar com abundância de água e energia, temos uma posição estratégica no tráfego internacional de dados, impulsionada pela rede de cabos submarinos que conecta continentes”.

Essa infraestrutura garante ao país a capacidade técnica de servir como um ponto central para a integração de soluções digitais globais.

Política nacional e incentivos fiscais

O Governo Federal desenvolveu a Política Nacional de Data Centers. A iniciativa está integrada à Nova Indústria Brasil (NIB) e foca em eficiência energética e formação de mão de obra qualificada.

O plano estratégico visa construir um ambiente de negócios sólido, priorizando a sustentabilidade e a segurança das operações em solo nacional.

Redata em 2026

Um pilar central dessa estratégia é o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata). O mecanismo busca estimular a criação de novos centros de processamento, especialmente em áreas que hoje possuem menor cobertura tecnológica.

Para o orçamento de 2026, o governo já prevê a reserva de R$ 5,2 bilhões destinados a esses incentivos fiscais. O objetivo é transformar o Brasil no maior polo de integração de serviços de infraestrutura digital do Hemisfério Sul.

O post Data centers: o Brasil no mapa global da nova era tecnológica apareceu primeiro em Olhar Digital.

Fonte: https://olhardigital.com.br/2026/01/17/pro/data-centers-o-brasil-no-mapa-global-da-nova-era-tecnologica/