8 de janeiro de 2026
Pela primeira vez cientistas filmam a “respiração” invisível das plantas
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Pela primeira vez, pesquisadores conseguiram visualizar em tempo real e em detalhes tridimensionais o processo de “respiração” das plantas. Cientistas da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign desenvolveram uma ferramenta inédita que flagra o movimento de abertura e fechamento dos estômatos — os minúsculos poros que funcionam como a “boca” das folhas — enquanto mede com precisão as trocas gasosas com o ambiente.

O estudo, publicado na revista Plant Physiology, abre uma nova janela para a fisiologia vegetal, com implicações diretas para o futuro da agricultura e a segurança alimentar em um clima em mudança.

O feito foi possível graças à integração de várias tecnologias de ponta. Um sistema de imagem tridimensional a laser gera retratos detalhados das células vivas, enquanto sensores ultraprecisos quantificam cada molécula de dióxido de carbono absorvida e de vapor d’água liberada.

Imagem representativa de microscopia confocal de 16 bits de um estômato aberto

Tudo isso ocorre dentro de uma câmara que replica com fidelidade condições ambientais variáveis, como intensidade de luz, temperatura e umidade. Esse controle rigoroso é essencial, pois os estômatos reagem instantaneamente a essas variáveis, um comportamento que antes escapava à análise em tempo real.

“Boca das plantas” pode mudar o futuro da agricultura

A relevância da descoberta vai muito além do laboratório. O mecanismo estomático representa o equilíbrio vital entre crescimento e sobrevivência no reino vegetal.

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Para realizar a fotossíntese, a planta deve abrir seus poros e absorver CO₂, ação que inevitavelmente a desidrata. Em condições de seca, fechar os estômatos conserva água, mas à custa de parar de crescer. Compreender com exatidão esse processo é, portanto, a chave para um dos maiores desafios da agricultura moderna: produzir mais comida com menos água.

(Imagem: KarlosWest / Shutterstock.com)

A nova técnica funciona como um potente microscópio fisiológico. Ela permitirá aos cientistas decifrar os sinais genéticos e bioquímicos que comandam a eficiência no uso da água.

O objetivo final é direto: identificar e cultivar variedades de plantas que mantenham alta produtividade mesmo sob estresse hídrico. Em um cenário de mudanças climáticas onde a escassez de água se intensifica, essa capacidade pode transformar a segurança alimentar global, pavimentando o caminho para culturas resilientes que demandem menos irrigação para produzir alimentos e biocombustíveis.

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Fonte: https://olhardigital.com.br/2026/01/07/ciencia-e-espaco/pela-primeira-vez-cientistas-filmam-a-respiracao-invisivel-das-plantas/