
Para nós, a chegada do Ano-Novo pode até ser sinônimo de fogos de artifício e muita festa, mas, na ilha considerada uma das mais famosas do mundo, o Réveillon é seguido por um dia inteiro de completo silêncio. Em Bali, na Indonésia, os sons acalorados que marcam a passagem do ano dão lugar a 24 horas de jejum, meditação e, principalmente, eletricidade zero.
Entenda:
- Nada de fogos de artifício, música e dança: em Bali, na Indonésia, o Ano-Novo é marcado por silêncio absoluto;
- No primeiro dia do novo ano balinês, chamado de Nyepi, é proibido sair de casa – e autoridades locais patrulham as ruas para garantir que a regra seja cumprida;
- Por 24 horas, nem mesmo hotéis e aeroportos podem funcionar;
- A véspera do Nyepi, porém, chamada de Ngrupuk, é marcada por desfiles, rituais e bastante barulho, limpando todas as energias para receber o novo ano com renovação.
Não à toa, o Nyepi também é conhecido como Dia do Silêncio: a festividade começa no Isakawarsa – primeiro dia do ano no Calendário Saka, que combina as fases da lua ao ano solar – e, por 24 horas, é proibido sair de casa. Os hotéis não fazem check-in ou check-out de hóspedes e nem mesmo os aeroportos funcionam, e os únicos na rua são as autoridades locais, garantindo que a ilha inteira esteja parada.
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Ano-Novo na ilha de Bali é marcado por silêncio total
Apesar do Dia do Silêncio, se engana quem pensa que o Ano-Novo em Bali não é nem um pouco agitado. Na verdade, o Nyepi é precedido por dias de festa marcados por rituais únicos. No Ngrupuk – a véspera do Ano-Novo –, monstros gigantes de papel machê desfilam pela ilha representando espíritos malignos.

O Ngrupuk é uma forma de “descarregar” todo o barulho antes do Nyepi. À CNN, Wayan Ari, nativo da ilha de Bali, diz que é tradição sair pelas ruas “carregando tochas, fazendo muito barulho, cuspindo tempero local meswi em cada canto dos prédios do nosso complexo residencial e construindo uma cruz, ou tapakdara, de calcário branco aos pés dos nossos santuários familiares”.
A celebração do Ngrupuk é voltada à limpeza de energias negativas, começando o novo ano com renovação e, no Dia do Silêncio, contemplar a si mesmo e “refletir sobre os valores da nossa humanidade, amor, paciência e gentileza que devem estar dentro de nós pelo resto de nossas vidas”.
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