18 de julho de 2024
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Quando Domingos e Chiquinho Brazão foram detidos em março, o advogado de Jair Bolsonaro (PL), Fabio Wajngarten, publicou nas redes sociais que se a eleição municipal do Rio fosse “minimamente trabalhada”, teria “terminado” naquele dia. Ele se referia ao fato de Chiquinho, acusado de ordenar o assassinato da vereadora Marielle Franco, ter sido secretário de Ação Comunitária na gestão de Eduardo Paes (PSD).

Hoje, com os 13 votos do PL pela libertação do deputado federal na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, incluindo o do aspirante à candidatura no Rio Alexandre Ramagem, aliados de Paes acreditam que o partido bolsonarista “perdeu a narrativa” sobre o caso e a segurança pública em geral.

Um dos focos da campanha de Ramagem, além da associação a Bolsonaro, envolve exatamente a atenção à desordem urbana e à sensação de insegurança dos cariocas. O lema “chama o delegado” foi até mencionado durante o lançamento da pré-candidatura, em março — Ramagem atuou como delegado da Polícia Federal.

Chiquinho Brazão foi indicado por Paes no início de outubro do ano anterior, sugerido pelo Republicanos – apesar de estar afiliado ao União Brasil até então, o parlamentar já era considerado um membro do partido ligado à Igreja Universal. Naquela época, não era público o suposto envolvimento dele no caso Marielle, mas o do irmão Domingos, sim.

— Foi um equívoco da minha parte nomear para o governo uma pessoa que estava sob suspeita no caso. É claro que posso apresentar todas as desculpas possíveis, foram seis anos (de investigação) e todos já foram acusados de tudo, mas errei. O mais importante quando se comete um erro é corrigi-lo — disse o prefeito quase uma semana após a prisão.

Os votos a favor da libertação de Brazão na CCJ foram concentrados em três partidos. O PL, maior partido da Câmara, foi unânime, com todos os parlamentares votando contra o relatório e, portanto, para que Brazão fosse libertado. O União, antigo partido do detido, deu seis votos a favor da liberdade do congressista. Os outros votos vieram do Republicanos – partido ao qual ele se filiaria na próxima janela partidária –, com três votos a favor da libertação, do PRD, com dois, e do Podemos, com um.

Além do PT e de outros partidos de esquerda, como o Psol e o PCdoB, o MDB deu todos os seus votos a favor da manutenção da prisão.

Com informações de O Globo.

Fonte: https://agendadopoder.com.br/com-votacao-de-hoje-na-ccj-aliados-de-eduardo-paes-avaliam-que-partido-de-ramagem-perdeu-a-narrativa-sobre-seguranca/