17 de julho de 2024
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Em viagem na Europa, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu que a Câmara dos Deputados vote pela libertação de Chiquinho Brazão, suspeito de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco. A informação é de Igor Gadelha, no Metrópoles.

Em vídeo, Eduardo argumenta que Brazão, por ser parlamentar, só poderia ter sido detido em flagrante por crime inafiançável – um dos pontos enfatizados por lideranças do Centrão, que têm articulado pela soltura do deputado.

“O que menos importa hoje é a liberdade individual do deputado Brazão. O que realmente importa é se vamos seguir a Constituição ou se seremos reféns da nossa votação de hoje”, afirma Eduardo.

Além disso, Eduardo associa a decisão de prender Brazão com uma possível onda de prisões de parlamentares bolsonaristas, descrevendo o caso como uma “isca” para permitir outras prisões preventivas de deputados.

“E esse caso agora é a isca para que pessoas condenem o deputado para prisão preventiva antes do julgamento completado, mesmo fora do flagrante delito, para amanhã, nós estarmos sendo encarcerados”, completa o parlamentar.

O deputado, junto com outros parlamentares, está em Bruxelas, na Bélgica, em uma tentativa de denunciar no parlamento europeu uma suposta “perseguição política” contra a direita no Brasil.

Por estar no exterior, Eduardo não deve participar da votação que ocorrerá nesta quarta-feira (10) sobre a prisão de Brazão. No entanto, para que o deputado permaneça detido, são necessários 257 votos. Caso o plenário não atinja esse número na votação, Brazão será solto. Portanto, a ausência de parlamentares na votação funciona como uma espécie de voto “pró-Brazão”, contribuindo para a sua liberdade.

Fonte: https://agendadopoder.com.br/eduardo-bolsonaro-diz-ser-a-favor-da-liberacao-de-chiquinho-brazao/